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Ações da Fibria e Suzano disparam com expectativa de maiores preços de celulose

REUTERS

04 Setembro 2014 | 14h 56

Os papéis da Fibria subiam 7,07% às 14h50, a R$24,52, e os da Suzano ganhavam 4,07%, a R$ 9,45

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A Ence, líder europeia em produção de celulose de eucalipto, disse que fechará seu negócio no complexo de Huelva, o que é visto como positivo para o setor no Brasil

As ações das produtoras de celulose de eucalipto Fibria e Suzano apareciam entre as maiores altas do Ibovespa nesta quinta-feira, com investidores encorajados por expectativas de que a redução na capacidade de produção mundial do insumo possa contribuir para uma eventual alta nos preços.

Os papéis da Fibria subiam 7,07 por cento às 14h50, a 24,52 reais, e os da Suzano ganhavam 4,07 por cento, a 9,45 reais. No mesmo instante, o Ibovespa recuava 1,18 por cento.

A Ence, líder europeia na produção de celulose de eucalipto, disse nesta quinta-feira que fechará seu deficitário negócio de celulose no complexo industrial de Huelva, com capacidade de produção de 410 mil toneladas ao ano, para concentrar esforços na geração de energia elétrica por biomassa.

Segundo a empresa, a produção de celulose apresentou perdas nos três últimos trimestres devido à sua estrutura de custos e à falta de madeira local.

Comentando a notícia, os analistas Marcos Assumpção e André Pinheiro, do Itaú BBA, afirmaram que o anúncio é positivo para o setor de papel e celulose "pois ajudará a balancear o mercado e provavelmente reverterá a tendência de declínio (no preço) da celulose observada desde o início do ano".

Eles afirmaram que outros fechamentos de capacidade podem ocorrer em meio aos níveis atuais dos preços, que estão pressionados pela maior capacidade produtiva mundial.

"Segundo nossas checagens com canais de fornecimento, muitos produtores globais estão perdendo dinheiro nos atuais níveis de preços e podem anunciar fechamentos em 2014, especialmente na Europa, Canadá e na China."

No fim de julho, a Fibria afirmou ver chance de um aumento nos preços da celulose até o final do ano, uma vez que o insumo teria chegado ao "fundo do poço". A companhia teve baixa anual na geração de caixa no segundo trimestre, prejudicada em parte pela queda de 4 por cento do preço líquido da celulose em reais.

A Suzano, por sua vez, afirmou que reduziu a produção de celulose em sua fábrica em Mucuri (BA) no segundo trimestre, com a justificativa de que o nível de preço atual não remunera adequadamente o capital investido.

(Por Priscila Jordão; Edição de Marcela Ayres)