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Ações da Petrobrás acumulam queda superior a 80% desde a capitalização de 2010

Forte desvalorização dos papéis em cinco anos pode afastar eventuais investidores em uma hipotética nova emissão de ações

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André Magnabosco,
O Estado de S. Paulo

20 Janeiro 2016 | 17h11

SÃO PAULO - Em um momento no qual representantes da Petrobrás e do governo federal voltam a falar sobre uma possível capitalização da estatal petrolífera, as ações da companhia acumulam queda superior a 80% desde outubro de 2010. Naquela oportunidade, a Petrobrás se vangloriava por concluir de forma exitosa a megacapitalização de R$ 120,2 bilhões, "a maior capitalização do mundo", como destacavam membros do governo e da companhia.

A operação foi viabilizada com um preço de emissão de R$ 29,65 por ação ordinária e R$ 26,30 por papel preferencial. Neste momento, contudo, as ações da Petrobrás eram negociadas a R$ 5,76 no caso das ordinárias e R$ 4,29 entre as preferenciais. Na comparação sem ajustes por proventos, há uma queda acumulada de cerca de 80% no caso das ON e de 83% entre as PN desde a capitalização.

A forte desvalorização dos papéis em pouco mais de cinco anos, tendência intensificada neste início de ano, pode afastar eventuais investidores em uma hipotética nova emissão de ações por parte da companhia.

Na semana passada, o diretor Financeiro da Petrobrás, Ivan Monteiro, afirmou que uma nova capitalização seria a "última alternativa" da estatal. No mesmo dia, a presidente Dilma Rousseff dizia que o governo não descartava a necessidade de "fazer uma avaliação se esse processo (de deterioração do cenário internacional) continuar". A presidente evitou, com essa declaração, comentar se o governo estudava a possibilidade de injetar novos recursos na petrolífera.

Em 2010, a União, o BNDESPar, braço de investimentos do BNDES, e o Fundo Soberano Brasileiro responderam por R$ 80 bilhões da operação, dos quais R$ 74,8 bilhões a partir da cessão onerosa de barris de óleo equivalentes em áreas não licitadas do pré-sal. A modelagem proposta permitiu ao governo federal manter o controle sobre a estatal, sem que para isso precisasse utilizar recursos do Tesouro. 

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