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Adesão à 1ª chamada de credores do Cruzeiro do Sul foi inferior ao necessário

Cynthia Decloedt, da - Agencia Estado

29 Agosto 2012 | 10h 18

Adesão de 90% dos credores é necessária para evitar a liquidação do banco

O Fundo Garantidor de Créditos (FGC) divulgou comunicado informando que a adesão à primeira chamada para que credores externos e locais do Banco Cruzeiro do Sul apresentassem intenção de venda de suas posições, com prêmio, ainda não atingiu os 90% necessários para dar prosseguimento ao plano de evitar a liquidação do banco.

No entanto, o fundo disse estar confiante de que tal adesão será atingida até a data limite de 12 de setembro. O FGC observa que a adesão dos credores externos que detêm os bônus com vencimento em 2015 e 2016 ultrapassou o necessário, considerando cláusulas vinculantes de ambas séries que permitem tornar compulsória a adesão da totalidade dos credores, desde que a maioria qualificada de 75% venha a aderir à oferta pública.

O FGC informou também que "o processo para a obtenção de propostas de aquisição do controle acionário do Banco Cruzeiro do Sul está sendo desenvolvido". Para evitar a liquidação do Banco Cruzeiro do Sul, o FGC estabeleceu que 90% dos credores externos e locais terão de vender ao fundo seus títulos até o dia 12 de setembro e, ao mesmo tempo, uma instituição financeira realizar proposta firme de compra do banco.

Bônus

O FGC disse que obteve adesão superior a 50% para a venda dos bônus externos com vencimento em 2020 do Banco Cruzeiro do Sul, o que garantiu uma mudança na claúsula do papel relacionada a fusões, aquisições e alteração do controle do banco. O Fundo espera que até o dia 10 de setembro tenha recebido proposta firme de aquisição da instituição. O Cruzeiro do Sul já estará com seu patrimônio, atualmente negativo em R$ 2,26 bilhões, zerado. Para eliminar esse saldo negativo do patrimônio, o FGC propôs aos credores externos e locais a venda de seus títulos com um deságio médio de 49,3%, sendo que compromissos relativos à linha Depósito a Prazo com Garantia Especial (DPGE) e aos CDBs até o limite de R$ 70 mil por CPF.

As obrigações do FGC serão cumpridas integralmente, sem deságio. O passivo total do banco, sem o deságio, é de R$ 5,68 bilhões.

A instituição interessada deve ter um patrimônio de R$ 2,5 bilhões e R$ 800 milhões disponíveis para dar início às operações do Cruzeiro do Sul.