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Marcelo Camargo/Agência Brasil

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Aeroviários ameaçam greve por reajuste salarial

Aumento de 11% oferecido pelas companhias aéreas foi rejeitado porque pagamento seria parcelado 

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REUTERS 

27 Janeiro 2016 | 08h38

As companhias aéreas fizeram proposta de reajuste de 11% nos salários de aeroviários e aeronautas, abandonando a proposta anterior de reajuste zero para as categorias, que iniciaram, no início do mês, um “estado de greve”. A proposta, contudo, foi rejeitada em assembleias por prever parcelamento do reajuste.

Em reunião na sexta-feira no Tribunal Superior do Trabalho (TST), em Brasília, as empresas aéreas apresentaram a proposta de 11% de reajuste, valor arredondado do INPC da data-base das categorias, 1º de dezembro, que fechou em 10,97%, segundo nota da Federação Nacional dos Trabalhadores em Aviação Civil da CUT (Fentac/CUT). 

Porém, o reajuste seria parcelado por faixas salariais. Salários de até R$ 1,5 mil, por exemplo, teriam 5,5% de reajuste em fevereiro e 5,5% em junho. Salários de R$ 1,5 mil a R$ 10 mil teriam 2% de reajuste em fevereiro, 3% em junho e 6% em novembro. Os aeronautas e aeroviários em campanha salarial, representados pela Fentac/CUT, reprovaram a proposta em assembleias na sexta-feira. “As categorias concordam com os 11% nos salários e nos demais itens econômicos, mas desde que seja retroativo à data-base, 1º de dezembro.” 

Nova negociação entre a Fentac, sindicatos filiados e o Sindicato Nacional das Empresas Aéreas, que representa as companhias TAM, Gol, Avianca e Azul, ocorre hoje. A convocação de assembleias para a próxima sexta-feira também foi aprovada por pilotos, comissários e os aeroviários de Guarulhos, Porto Alegre, Recife, Campinas e nas bases do Sindicato Nacional dos Aeroviários.

Segundo comunicado da Fentac, as assembleias “poderão aprovar uma paralisação nacional nos aeroportos”. Estão em campanha na base da Fentac 70 mil trabalhadores na aviação civil regular. 

Argentina. Ontem pela manhã, os pilotos da LAN Argentina, subsidiária da regional Latam Airlines, iniciaram uma greve de 24 horas reivindicando melhorias salariais, quase duas semanas depois de outra paralisação que foi interrompida por determinação do governo.

Muitos sindicatos argentinos reivindicam aumentos salariais em linha com as estimativas privadas de inflação, acima de 30%, mas ainda não chegaram a acordos e estão ampliando as demandas trabalhistas.

No fim da tarde de ontem, depois que o governo determinou a retomada das atividades por parte dos funcionários, os voos começaram a se normalizar.

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