Agricultores vão atrás de inovação no Vale do Silício

Grupo visitará algumas das startups mais inovadoras do mundo, centros de pesquisa de multinacionais do agronegócio e a FoodBytes!, feira criada para conectar startups, investidores e empresas

Coluna do Broadcast Agro, O Estado de S.Paulo

02 Outubro 2017 | 06h30

Grandes produtores rurais e representantes de empresas do setor no Brasil vão passar uma semana no Vale do Silício, na Califórnia (EUA). Em fevereiro de 2018, o grupo visitará algumas das startups mais inovadoras do mundo, centros de pesquisa de multinacionais do agronegócio e a FoodBytes!, feira criada pelo Rabobank para conectar startups, investidores e empresas. A missão é organizada pela brasileira StartSe, que atua no segmento. Por que o agronegócio? “É onde empreendedores enxergam potencial de crescimento rápido. No agro dá para aplicar tudo, robótica, drones, inteligência artificial”, diz o cofundador Junior Borneli. Será a primeira viagem preparada para um setor específico. Entre os que já confirmaram presença estão produtores de MG, SP e MT.

Vem pra cá. Por falar em FoodBytes!, o Brasil pode ganhar sua versão da feira já no ano que vem. O Rabobank cogita trazer a mostra para cá, na esteira dos diversos eventos de apresentação de startups ao agronegócio que pipocam no País. A FoodBytes! já foi realizada em nove cidades dos Estados Unidos, da Europa e da Oceania. A mais recente ocorreu em Austin, no Texas, na semana passada. 

Mais prazo, menos briga. A novela da negociação na Casa Civil para finalizar o RenovaBio - a Política Nacional de Biocombustíveis - ganhou mais capítulos. O Banco Central pediu prazo até 17 de outubro para avaliar os efeitos inflacionários da proposta. Mesmo com o pedido, um interlocutor comemora a “falta de embate” entre os representantes dos vários ministérios.

Chega para lá. Produtores de milho do Paraná e de Mato Grosso do Sul não gostaram da ideia de uma nova rota, mais curta, para trazer o cereal do Paraguai para Santa Catarina. Eles temem um aumento nas importações e redução da demanda pelo grão nacional. O governo catarinense, porém, defende a rota para atender às grandes empresas de carnes do Estado, que têm no milho seu principal insumo, mas não encontram volume no mercado local. O Brasil já compra milho paraguaio, mas por rota mais longa, via Foz do Iguaçu. 

Viajante. O ministro da Agricultura, Blairo Maggi, fez as malas de novo para participar nesta semana em Colônia, na Alemanha, da tradicional feira de alimentos Anuga. Ao menos 22 empresas brasileiras exportadoras de carnes de aves, suínos e de ovos marcarão presença, em ação organizada pela Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA). 

Em cima da hora. O plantio de soja 2017/2018 já começou no Brasil, mas 35% dos agricultores ainda não adquiriram as sementes necessárias. O secretário executivo da Associação Brasileira dos Produtores de Sementes de Soja (Abrass), Leonardo Machado, conta que em igual época do ano passado 80% já haviam assegurado o insumo. O atraso decorre do ritmo lento na comercialização da soja da safra passada, por causa dos preços baixos.

Está com tudo. A todo vapor, as vendas de milho em Mato Grosso do Sul levaram o frete a subir R$ 15 por tonelada na última semana entre Dourados, importante região produtora, e Videira (SC), centro consumidor. O desembolso agora é de R$ 165/tonelada. Leon Davalo, da Granos Corretora, diz que a demanda forte por milho também no Paraná reforçou a procura por caminhões.

Ordem na casa. O recém-contratado diretor de Segurança dos Alimentos e Garantia de Qualidade da JBS, Alfred Al Almanza (foto), pretende padronizar as operações da empresa. Funcionário do Departamento de Agricultura, Segurança dos Alimentos e Serviço de Inspeção dos Estados Unidos por 40 anos, Almanza diz que as fábricas da JBS no Brasil já atendem aos mercados mais exigentes do mundo e a expertise do País é um exemplo. “Vamos reforçar esse pilar de maneira global”, diz à coluna.

Apetite chinês. As vendas da fabricante chinesa DJI para o setor agropecuário brasileiro aumentaram após a Agência Nacional de Aviação Civil, a Anac, ter regulamentado, em maio, o uso comercial de drones no País, diz o diretor de Comunicação para a América Latina, Manuel Martinez. Em 2018, o agronegócio deve ter nos negócios da DJI o mesmo peso das vendas de produtos para lazer. A DJI é líder de vendas de drones no País e no mundo.

Ganhando terreno. A DJI também está ampliando sua rede de revendedores no País. Presente em 50% dos Estados por meio de revendedores diretos ou indiretos, a DJI estará em 100% deles ao fim de 2018, diz Martinez.

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