Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Aloysio Nunes nega frustração do Mercosul com a UE em torno de pré-acordo comercial

Chanceler acredita que será possível voltar a se reunir no fim de janeiro de 2018, em Bruxelas, para que os parceiros finalmente cheguem ao entendimento para criar a área de livre comércio com mais de 800 milhões de habitantes

Fernando Nakagawa, enviado especial, O Estado de S.Paulo

13 Dezembro 2017 | 18h37

BUENOS AIRES - O ministro de Relações Exteriores, Aloysio Nunes, nega que haja frustração do Mercosul pela não assinatura do pré-acordo comercial com a União Europeia neste ano. O chanceler acredita que será possível voltar a se reunir no fim de janeiro de 2018, em Bruxelas, para que os parceiros finalmente cheguem ao entendimento para criar a área de livre comércio com mais de 800 milhões de habitantes.

Em entrevista para fazer um balanço da participação brasileira na reunião ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), o principal tema da conversa foi o que aconteceu fora do encontro: as negociações para o acordo Mercosul-UE.

ENTENDA Acordo comercial entre Mercosul e União Europeia fica para 2018

Como indicado desde a última terça-feira, 12, pelos negociadores, o chanceler brasileiro confirmou que a nova possível data para o acordo é o início de 2018. Segundo Aloysio, é provável que o encontro ocorra no fim de janeiro na sede da UE. 

Aos europeus, o ministro mencionou que o local para a possível assinatura do pré-acordo não era tema essencial para o Brasil. "Pode ser em qualquer lugar, menos na Coreia do Norte", brincou.

VEJA TAMBÉM Mercosul se queixa da proposta dos europeus

Questionado sobre eventual frustração do Brasil e Argentina pelo não acordo neste ano, o ministro disse que "não há frustração política". 

"O presidente Temer sempre disse que seria melhor assinar logo, aqui em Buenos Aires", argumentou. "Mas não há frustração porque a conversa avançou muito e estamos muito perto, muito perto", completou.

Aloysio Nunes explicou que o Mercosul decidiu apresentar o máximo que o bloco pode oferecer aos europeus. Ao mesmo tempo, sul-americanos indicaram até onde gostariam que Bruxelas caminhasse nas negociações. 

"Foi uma espécie de 'oferta final', porque acreditamos que não vale a pena ficar com muita carta na manga", disse.

O ministro demonstrou compreensão com a posição da UE de que não poderia fazer uma contraproposta rápida. "Os comissários europeus precisam fazer consultas para responder às demandas apresentadas", disse, ao comentar que os europeus têm atitude "de quem quer fazer o acordo e compreende as demandas importantes" dos quatro países da América do Sul.

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.