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Lucro da Ambev no quarto trimestre soma R$ 4,26 bilhões

Resultado do período representa uma queda de 8,6% em relação ao quarto trimestre de 2014; companhia pretende investir menos no Brasil em 2016

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Dayanne Sousa,
O Estado de S.Paulo

25 Fevereiro 2016 | 08h23

SÃO PAULO - A fabricante de bebidas Ambev registrou o lucro consolidado de R$ 4,258 bilhões no quarto trimestre, uma queda de 8,6% em relação ao mesmo período em 2014. O lucro líquido ajustado (antes de receitas e despesas especiais) somou R$ 4,3 bilhões, queda de 7,9%.

O lucro líquido atribuído a participação dos controladores, excluindo os minoritários, foi de R$ 4,1 bilhões no quarto trimestre de 2015, queda de 8,5% ante igual período do ano anterior. No acumulado do ano, esse lucro atinge R$ 12,4 bilhões, crescimento de 3% ante 2014.

As operações brasileiras da Ambev registraram queda de 3,5% no volume de bebidas vendido no quarto trimestre de 2015, passando para 32,677 milhões de hectolitros ante volume de 33,873 milhões em igual período do ano passado. O desempenho foi resultado de queda tanto nas vendas em volume de cervejas como no volume de refrigerantes e bebidas não alcoólicas. No acumulado do ano, o volume no Brasil caiu 2,7%, para R$ 114,354 milhões de hectolitros. Segundo a Ambev, a participação no mercado nacional de cervejas manteve-se em 67,5% em 2015.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) ajustado subiu 17,9%, totalizando R$ 8 bilhões de outubro a dezembro. Em dose meses, esse resultado chegou a R$ 22,2 bilhões, crescimento de 21,5%.

Nos últimos três meses do ano, a receita líquida da companhia somou R$ 15,3 bilhões, ganho de 25% na comparação anual. No acumulado de janeiro a dezembro, a receita chegou a R$ 46,7 bilhões, alta de 22,7% 

Investimentos. A fabricante de bebidas Ambev espera investir no Brasil em 2016 quantia menor do que os investimentos de R$ 3,1 bilhões feitos em 2015. O número de 2015 está em linha com a expectativa dada pela companhia no início do ano passado, de investir quantia similar ou inferior à de 2014. Naquele ano, o Capex no Brasil também foi de R$ 3,1 bilhões.

Assim como em 2015, a empresa espera que a receita líquida no Brasil cresça entre um dígito médio e um dígito alto. Esse era o mesmo guidance para o ano que passou e que foi atingido, com alta de 8% na receita no Brasil.

A Ambev afirma, porém, que a expectativa para as vendas no Brasil é de um primeiro trimestre fraco. A companhia considera que o desempenho nos primeiros três meses será afetado por uma difícil base de comparação que inclui o efeito do Carnaval antecipado.

Já para o Custo de Produto Vendido (CPV), excluindo depreciação e amortização, a expectativa é de crescimento de entre 13% e 17% em 2016. O ritmo é superior aos 4% de crescimento apurados ao longo de 2015 no Brasil e que ficou dentro do guidance da companhia, de que esse indicador cresceria um dígito médio no ano que passou. A Ambev considera que o CPV no Brasil deve ser impactado pela desvalorização do real ante o dólar. A companhia afirma que sua taxa média de hedge de moeda para 2016 é de R$ 3,24 por dólar, ante um hedge de R$ 2,31 por dólar em 2015. De acordo com a Ambev, esse efeito será parcialmente compensado por economias em suprimentos.

Grupo. A Anheuser-Busch InBev (AB InBev), maior cervejaria do mundo e dona da Ambev, anunciou lucro líquido de US$ 2,29 bilhões no quarto trimestre de 2015, menor que o ganho de US$ 2,53 bilhões registrado em igual período do ano anterior. Na mesma comparação, a receita caiu a US$ 10,72 bilhões, de US$ 12 bilhões, vindo abaixo da previsão dos analistas, de US$ 11,11 bilhões.

A queda no lucro foi atribuída a variações cambiais desfavoráveis. A cervejaria, que tem sede na Bélgica, propôs dividendo final de 2 euros por ação (US$ 2,20) para 2015, igual ao do ano anterior, e que virá após um dividendo intermediário de 1,60 euro por ação pago em novembro.

AB InBev reiterou que pretende concluir a aquisição da concorrente SABMiller, num acordo estimado em US$ 108 bilhões, no segundo semestre deste ano.

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