Estadão - Portal do Estado de S. Paulo

Economia » Analistas do mercado preveem três altas consecutivas da Selic

Economia & Negócios

André Dusek/Estadão

Economia

Selic

Analistas do mercado preveem três altas consecutivas da Selic

Segundo o Boletim Focus, taxa básica de juros deve chegar a 15,50% em abril e continuar nesse nível até outubro

0

Célia Froufe,
O Estado de S.Paulo

11 Janeiro 2016 | 09h38

BRASÍLIA - A taxa básica de juros Selic sofrerá três altas consecutivas na avaliação do mercado financeiro, segundo o Relatório de Mercado Focus divulgado nesta segunda-feira, 11, pelo Banco Central. Atualmente, a taxa de referência está em 14,25% ao ano e a perspectiva para a reunião da semana que vem é de elevação desse patamar para 14,75% ao ano. 

Na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) de março, o colegiado deverá aumentá-la para 15,25% ao ano pelo mesmo levantamento e diminuir um pouco a dose de alta no encontro de abril, levando a Selic para 15,50% ao ano.

Os juros básicos devem continuar nesse nível até outubro, conforme os especialistas, mas ainda encontrará fôlego para recuar este ano. A perspectiva é a de que, na última reunião do Copom de 2016, os diretores reduzam esse porcentual para 15,25% ao ano.

Assim, a tendência é de continuidade de baixa da Selic nos primeiros meses de 2017. No ano que vem, conforme o Focus, a taxa básica estará em 15,00% em janeiro e cairá para 14,75% ao ano em fevereiro. Em março, segundo esse prognóstico, ainda encontrará espaço para recuar e voltará, então, para o nível visto atualmente, de 14,25% ao ano.

Em abril, o juro de referência para os negócios cederá para 14% ao ano e, em maio, para 13,75% ao ano, taxa que deverá ser mantida em junho de 2017. Não há abertura das previsões mensais do mercado para os meses seguintes. 

Longo prazo. A taxa básica de juros encerrará 2018 abaixo do nível atual de 14,25% ao ano. De acordo com o documento, baseado nas projeções de analistas de aproximadamente 120 instituições financeiras, a Selic terminará aquele ano em 11,00%. Este também é o mesmo nível esperado pelos especialistas um ano depois. Para 2020, a expectativa é de que a taxa básica termine o ano em 10,50% ao ano.

Mais conteúdo sobre:

Comentários