André Dusek/Estadão
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Andamento das reformas e debate eleitoral são os maiores riscos para a economia em 2018, diz Ipea

O diretor-adjunto de Estudos e Políticas Macroeconômicas, Marco Antônio Cavalcanti, lembrou que eleições sempre causam estresse na economia; a questão é que o pleito de 2018 tem um potencial maior de gerar instabilidade

Vinicius Neder, O Estado de S.Paulo

20 Dezembro 2017 | 13h02

RIO - O maior risco nas projeções macroeconômicas para 2018 está associado à percepção dos investidores sobre o andamento das reformas necessárias para fazer o ajuste fiscal e como essa percepção será afetada pelo debate eleitoral. A avaliação é do diretor de Estudos e Políticas Macroeconômicas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), José Ronaldo de Castro Souza Jr.

"O maior risco é a percepção dos investidores sobre o andamento das reformas. O debate eleitoral é o que vai definir o que vai ser feito nos próximos anos", afirmou Castro, em entrevista coletiva, no Rio. "Dependendo de como vai ser feito esse debate, isso pode aumentar ou reduzir o risco do País", completou o pesquisador.

O diretor-adjunto de Estudos e Políticas Macroeconômicas, Marco Antônio Cavalcanti, lembrou que eleições sempre causam estresse na economia. A questão é que o pleito de 2018 tem um potencial maior de gerar instabilidade.

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"Toda eleição é motivo de instabilidade. Essa em particular tem um potencial maior para gerar instabilidade pelo momento dramático que vivemos em termos fiscais", afirmou Cavalcanti. "Não estamos em tempos normais", frisou o pesquisador.

Castro e Cavalcanti assinam, ao lado do pesquisador Paulo Levy, seção da Carta de Conjuntura do Ipea sobre o cenário macroeconômico para 2017 e 2018.

O Ipea revisou as projeções para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de 2017 e 2018, em relação ao que previa na edição de setembro da Carta de Conjuntura. A estimativa passou de 0,7% para 1,1% em 2017 e de 2,6% para 3,0% em 2018.

O cenário de 2018 vê uma política monetária expansionista, com a Selic mantida em 6,75% até o fim do ano, como principal impulso ao crescimento, via consumo das famílias.

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