1. Usuário
E&N
Assine o Estadão
assine
  • Comentar
  • A+ A-
  • Imprimir
  • E-mail

Aneel nega pedido de revisão tarifária de oito distribuidoras do grupo CPFL

- Atualizado: 26 Janeiro 2016 | 10h 24

Companhias alegavam descasamento de custos e receitas no ano de 2015, sobretudo com relação aos valores pagos pela energia da Usina de Itaipu

Preço da energia da Usina de Itaipu foi questionada

Preço da energia da Usina de Itaipu foi questionada

BRASÍLIA - A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), negou os pedidos de revisão tarifária extraordinária de oito distribuidoras de energia do grupo CPFL. As companhias alegavam descasamento de custos e receitas no ano de 2015, sobretudo com relação aos valores pagos pela energia da Usina de Itaipu, mas o órgão regulador considerou que essa diferença não justificaria um processo extraordinário, podendo ser coberta pelos reajustes anuais ordinários das empresas.

De acordo com as empresas da CPFL (Rio Grande Energia, CPFL Sul Paulista, CPFL Santa Cruz, CPFL Piratininga, CPFL Paulista, CPFL Leste Paulista, CPFL Mococa e CPFL Jaguari), o reajuste anual de suas tarifas no começo de 2015 considerou uma taxa de câmbio de R$ 2,80 para o pagamento da energia dolarizada de Itaipu, enquanto o dólar na realidade ficou em torno de R$ 4 no fim do ano passado.

A Aneel, no entanto, apresentou cálculos que mostram que essa diferença não ameaçou a viabilidade econômica e financeira dessas concessões. Além disso, o órgão regulador destacou que a tarifa de Itaipu terá uma queda 32% em 2016.

Além disso, as demais defasagens reclamadas pelas empresas, como a cobertura da Conta de Desenvolvimento Energético (CDE), poderão ser reconhecidas no próximo processo tarifário ordinário, que está próximo para a maioria dessas distribuidoras. "Ainda que haja uma defasagem financeira, o 'remédio' não seria a revisão extraordinária. A Aneel tem trabalhado para diminuir essa defasagem financeira nos processos tarifários", avaliou o diretor-geral da agência, Romeu Rufino. 

Comentários

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Estadão.
É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Estadão poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os criterios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Você pode digitar 600 caracteres.

Mais em EconomiaX