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Anfavea propõe a Mantega financiamento pelo leasing

BEATRIZ BULLA - Agencia Estado

11 Março 2014 | 13h 57

O presidente da Anfavea, Luiz Moan, afirmou que o ministro da Fazenda, Guido Mantega, se mostrou "bastante entusiasmado com o novo fato" apresentado pela instituição em reunião na segunda-feira, 10, a respeito do financiamento de carros pelo leasing. A proposta da Anfavea é para que esta modalidade de financiamento volte a crescer no Brasil. "A novidade é que o acórdão do STJ foi finalmente publicado devolvendo segurança jurídica para esse tipo de operação", comentou Moan, reforçando o conteúdo da reunião com o ministro.

De acordo com o Moan, o STJ publicou acórdão em que entende que o ISS da venda de carros por leasing deve ser cobrado pelo município onde o banco que realizou a operação tem sede. "A ideia é que consigamos rapidamente implantar a modalidade especialmente para as pessoas jurídicas", disse.

Capacidade

Moan afirmou ainda que a capacidade produtiva do setor automotivo chegará a 6 milhões de unidades em 2017. O número deve superar o mercado interno que, crescendo ao ritmo atual, de acordo com a Anfavea, alcançaria 4,5 milhões de unidades de automóveis por ano. "Por isso estamos conversando com o governo sobre a adoção de uma política que chama Exportar Auto", reforçou Moan.

A intenção é assegurar um acordo com a União Europeia, aprofundar já existentes acordos com países andinos e "ganhar competitividade estrutural". A crise na Argentina, importante parceiro no setor, preocupa, mas será superada, na visão de Moan. "Temos conversado tanto com governo brasileiro como com nossa contraparte na Argentina buscando mecanismos que possam tornar viável retorno do fluxo de comércio", lembrou.

Na segunda-feira, 10, em reunião com o ministro da Fazenda, Guido Mantega, a Anfavea sugeriu a adoção de uma linha de crédito especial para o país vizinho. "Hoje li no jornal que o governo brasileiro está pensando em oferecer essa linha", disse o presidente da Anfavea, sobre a viabilidade da proposta. "O que nós sugerimos não foi uma linha de crédito de moedas locais, mas uma operação cotada em dólar", esclareceu.

De acordo com Moan, seria factível um comércio em moedas locais, mas é preciso aguardar a proposta concreta de operacionalização. "Eu preferia fazer em dólar, mas dependendo da forma como for montado o sistema operacional, pode ser factível."

Ele não crê que a parceria com a Argentina mude o perfil de produção nacional. "Nos já temos indústria entre Brasil e Argentina com integração produtiva completa. Somos interdependentes. Tenho convicção de que rapidamente chegaremos a uma solução", disse.

Sobre as novas parcerias, Moan afirmou que parceiros interessantes na América do Sul são perdidos por problemas de logística e ressaltou que há um mercado potencial na África. "O Exportar Auto prevê ganho de competitividade e possibilidade de exportar por meio de acordo comercial", afirmou.