SAUL LOEB/AFP/Getty Images
SAUL LOEB/AFP/Getty Images

Apesar de temores comerciais, Banco Central americano vê pouco impacto no crescimento econômico

Alguns dirigentes relataram haver preocupação entre empresários de seus distritos sobre possíveis desdobramentos da tarifação pelos EUA da importações de aço e alumínio

Nicholas Shores e Flávia Alemi, O Estado de S.Paulo

11 Abril 2018 | 19h37

O Banco Central dos Estados Unidos, o Federal Reserve, está preocupado com as tensões comerciais com a China, mas detalhes divulgados nesta quarta-feira, 11, sugerem que estas preocupações não se traduziram em receios sobre o crescimento da economia em geral.

+ MONICA DE BOLLE O menosprezo dos EUA

Alguns dirigentes relataram haver preocupação entre empresários de seus distritos sobre possíveis desdobramentos da tarifação pelos EUA da importações de aço e alumínio, aponta a ata da reunião de política monetária realizada pela instituição em março.

Membros do Comitê Federal de Mercado Aberto (FOMC, na sigla em inglês) do Fed "não viram nas tarifas (...) em si a probabilidade de provocar um efeito significativo sobre a perspectiva econômica nacional", informa a ata. Eles apontam, entretanto, que uma "ampla maioria de membros" viu o prospecto de "ações comerciais retaliatórias" de outros países como "riscos negativos para a economia dos EUA", complementa.

+ China culpa EUA por atritos comerciais; Trump diz que quadro comercial é 'estúpido'

Os registros da reunião afirmam ainda que empresários do agronegócio ouvidos em distritos do Fed relataram se sentir "particularmente vulneráveis" a retaliações comerciais contra os EUA. 

+ China vai retirar as barreiras, afirma Trump

Trajetória. Apesar da última decisão de aumentar os juros da economia americana ter sido tomada de forma unânime, um par de dirigentes apontou possíveis benefícios de adiar o aperto, segundo mostra a ata da reunião de política monetária do Comitê Federal de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) de março.

"Eles sugeriram que esperar por dados adicionais que fornecessem mais evidências de um retorno sustentável da inflação para 2% poderia demonstrar de forma mais clara a dependência das decisões do Fomc de indicadores", diz o documento.

Alguns ainda indicaram que talvez seja necessário mudar a linguagem do BC para deixar sua política mais clara.

Os dirigentes expressaram um "leque de opções" sobre a política de aperto monetário da instituição no médio prazo durante a última reunião da autoridade, conforme mostrou a ata do encontro, publicada hoje.

Segundo os dirigentes, o rumo dos juros básicos da economia dependerá da perspectiva econômica informada pelos próximos indicadores./COM INFORMAÇÕES REUTERS

 

Mais conteúdo sobre:
Federal Reserve juros

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.