Win McNamee/AFP
Win McNamee/AFP

Apesar dos furacões, PIB dos EUA cresce 3%

Desempenho do 3º trimestre surpreendeu os analistas que previam avanço menor; gastos dos consumidores e das empresas puxaram avanço

O Estado de S.Paulo

27 Outubro 2017 | 22h31

WASHINGTON – A economia dos Estados Unidos teve crescimento robusto no terceiro trimestre, apesar de ter enfrentado a passagem de dois furacões, graças aos gastos de consumidores e empresas do país. Dados do Departamento do Comércio mostram que o Produto Interno Bruto (PIB) americano cresceu a uma taxa anualizada 3,0% entre julho e setembro. Analistas consultados pelo Wall Street Journal previam avanço menor, de 2,7%.

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No segundo trimestre, o crescimento anualizado do PIB foi de 3,1%. Com o último resultado, o desempenho dos últimos seis meses foi o melhor dos EUA desde meados de 2014.

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O resultado do terceiro trimestre é particularmente impressionante porque os EUA foram atingidos pelos furacões Harvey e Irma no período.

De acordo com o relatório do Departamento do Comércio, os furacões provavelmente afetaram negócios de petróleo e gás no Texas e a produção agrícola na Flórida. A agência ressaltou, porém, que “não é possível estimar o impacto total dos furacões no terceiro trimestre”.

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Os gastos dos consumidores, que respondem pela maior parte do PIB, mostraram avanço anualizado de 2,4% nos últimos três meses, abaixo da tendência dos últimos anos, provavelmente por causa das tempestades. Já os investimentos de empresas cresceram 3,9% no período.

Em entrevista ao Estadão/Broadcast, o economista sênior do Bank of America Merrill Lynch (BofA), Joseph Song, disse que a economia do país “está vigorosa”, bem perto do pleno emprego. “O bom desempenho do consumo e dos investimentos no trimestre passado também ajudaram de forma importante o nível de atividade no período”, apontou. Para o economista, “o desempenho do PIB no terceiro trimestre não deve mudar a posição do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) sobre a condução da política monetária no curto prazo, por conta de evitar que a inflação suba de forma excessiva no médio prazo”, comentou Song.

A próxima reunião do Comitê de Política Monetária nos EUA acontece nos dias 31 de outubro e 1.º de novembro. A expectativa é de que a taxa de juros fique inalterada no intervalo de 1,0% a 1,25% ao ano.

Ainda na semana que vem, é possível que o presidente Donald Trump escolha o novo presidente do Fed. O mandato de Janet Yellen se encerra no início de fevereiro, mas a decisão do sucessor pode acontecer nos próximos dias. Os principais concorrentes são Jereme Powell, atual diretor do Fed; John Taylor, professor de Stanford; e a própria Janet Yellen. / RICARDO LEOPOLDO, CORRESPONDENTE, COM AGÊNCIAS INTERNACIONAIS

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