Divulgação
Divulgação

Após acordo com sindicato, Volks deve aderir ao PPE em São Bernardo do Campo

Proposta de aderir ao Programa de Proteção ao Emprego (PPE), que prevê redução de até 30% da jornada de trabalho com corte proporcional de salário, será votada pelos trabalhadores durante assembleia na tarde desta quinta-feira

Igor Gadelha, O Estado de S. Paulo

16 Setembro 2015 | 18h29

SÃO PAULO - A Volkswagen deverá ser a terceira grande montadora no Brasil a aderir ao Programa de Proteção ao Emprego (PPE), lançado pelo governo federal em julho e que prevê redução de até 30% da jornada de trabalho com corte proporcional de salário. Após quase 15 dias de negociações, empresa e Sindicato dos Metalúrgicos do ABC chegaram a um entendimento para adesão ao plano na fábrica de São Bernardo do Campo (SP). A proposta será votada pelos trabalhadores durante assembleia na tarde desta quinta-feira.

"Conseguimos chegar a uma proposta que acreditamos ser positiva para os trabalhadores e que dará conta de fazer o enfrentamento desse cenário de crise", avaliou o secretário-geral do sindicato, Wagner Santana, em nota. A expectativa do sindicato é de que os trabalhadores aceitem a proposta. Sindicato e montadora preferiram não adiantar detalhes antes da assembleia de amanhã.

Assim como a Volks deve fazer, já aderiram ao PPE a Mercedes-Benz, em São Bernardo do Campo, e a fabricante de máquinas agrícolas Caterpillar, em Piracicaba (SP). Na Mercedes, o acordo entre sindicato e empresa prevê a redução de 20% da jornada de trabalho durante nove meses, com redução de 10% dos salários para os cerca de 10 mil trabalhadores da fábrica. Outros 10% dos salários serão financiados pelo Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT), como prevê a legislação do PPE. 

Fabricante de caminhões e ônibus da Volks no Brasil, a MAN Latin América também está estudando aderir ao PPE em Resende (RJ). Segundo o presidente da montadora, Roberto Cortes, a alternativa já foi apresentada ao sindicato da região, mas ainda não foi debatida. A ideia é aderir ao plano a partir de janeiro, quando acaba o acordo entre a empresa e os funcionários firmado em dezembro de 2014, antes do lançamento do PPE, que prevê redução de 10% da carga horária e igual porcentual dos salários durante todo o ano de 2015.

Mais conteúdo sobre:
setor automotivo volkswagen

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.