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Após dois meses de alta, emprego industrial cai 0,3% em abril

Daniela Amorim - Agência Estado

11 Junho 2014 | 09h 00

Mau momento da indústria, que tem queda da produção, já afeta o mercado de trabalho; na comparação com abril de 2013, o emprego industrial apontou uma queda de 2,2%, segundo o IBGE

RIO - O mau momento pelo qual passa o setor industrial já afeta o emprego. Após dois meses de alta, o emprego na indústria caiu 0,3% na passagem de março para abril, na série livre de influências sazonais, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Na comparação com abril de 2013, o emprego industrial apontou uma queda de 2,2%. No acumulado de 2014, os postos de trabalho na indústria recuaram 2,0%. Em 12 meses, houve queda de 1,5% no emprego na indústria. 

A queda é consequência do recuo da produção industrial. Em abril, a produção caiu 0,3%. Segundo o IBGe informou na semana passada, metade dos locais pesquisados registrou queda na produção. No caso dos automóveis, a situação é um pouco pior. A produção de carros recuou 18% em maio. Para tentar melhorar a situação do setor, o governo tenta fechar hoje um acordo automotivo com a Argentina.

A queda ocorre após dois meses de alta. Em fevereiro, o emprego industrial havia subido 0,1% e em março, 0,2%.

O número de horas pagas aos trabalhadores da indústria, já descontadas as influências sazonais, aumentou 0,1% na passagem de março para abril. No entanto, em relação a abril do ano passado, o número de horas pagas recuou 3,1%, a décima primeira taxa negativa consecutiva neste tipo de comparação e a mais intensa desde outubro de 2009, quando caiu 5,3%. No acumulado do ano, as horas pagas tiveram redução de 2,5%, e, em 12 meses, a queda foi de 1,7%. 

Folha de pagamento. O valor da folha de pagamento real dos trabalhadores da indústria, ajustado sazonalmente, aumentou 0,7% na passagem de março para abril. Houve influência positiva tanto da indústria de transformação (0,8%) quanto do setor extrativo (2,4%). 

Em relação a abril de 2013, a folha de pagamento teve crescimento de 0,9%, o quarto resultado positivo consecutivo. No acumulado do ano, o valor da folha avançou 1,8%, e, em 12 meses, subiu 1,2%.