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Após GM entrar na Justiça, sindicato mantém greve

- Atualizado: 22 Janeiro 2016 | 16h 07

Presidente de entidade sindical diz que não cogita aceitar valor para a PLR menor que o pago em 2014

GM citou em nota o encolhimento de 26% do mercado brasileiro de veículos

GM citou em nota o encolhimento de 26% do mercado brasileiro de veículos

Após a General Motors (GM) entrar na Justiça com um pedido de dissídio coletivo, o presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, Antônio Ferreira de Barros, afirmou que a greve, iniciada na última segunda-feira (18), "segue muito forte" e que não cogita aceitar um valor para a Participação nos Lucros e Resultados (PLR) menor que o pago em 2014.

"Além disso, como a empresa quer aproveitar o embalo e demitir os trabalhadores em que estão para voltar do lay-off, o movimento também levanta a bandeira da estabilidade no emprego", afirmou, em referência aos cerca de 600 dos 4.200 funcionários da unidade que estavam com contratos de trabalho suspensos há cinco meses e retomariam às atividades nesta semana.

Barros afirma ainda que outras montadoras da região mantiveram em 2015 os valores da PLR do ano anterior e que a GM seria a única a tentar a redução. Em 2014, pelos cálculos do sindicalista, os metalúrgicos da planta de São José dos Campos receberam R$ 16.300, sendo R$ 13.000 referentes à PLR e R$ 3.300 ao abono salarial. Portanto, como os funcionários já receberam R$ 8.500 da primeira parcela do benefício no ano passado, a reivindicação da categoria para a segunda parcela é de R$ 7.750. A proposta inicial da GM era de R$ 4.250 e foi elevada para R$ 5.000, após o início da paralisação. As ofertas foram recusadas pelos trabalhadores.

Apesar da crise na economia brasileira e o mau momento do setor automotivo, o sindicato dos trabalhadores argumenta que a planta da GM no interior paulista teve faturamento de R$ 6 bilhões em 2015 e que, nos últimos anos, a companhia aumentou os repasses para os acionistas. 

Na próxima segunda-feira (25), empresa e sindicato se reunirão no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) de Campinas e, se não chegarem a um acordo, a Justiça do Trabalho pode determinar a solução para o impasse.

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