André Dusek/ Estadão
André Dusek/ Estadão

Após se posicionar contra reformas, PSB libera bancada em votação de requerimento

Líder da sigla na Câmara, deputada Tereza Cristina (MS) disse aos colegas para votarem como quiserem em comissão da reforma trabalhista; parlamentar é vice-líder do governo na Casa

Daiene Cardoso, Erich Decat, O Estado de S.Paulo

25 Abril 2017 | 13h38

BRASÍLIA - Líder da bancada do PSB na Câmara, a deputada Tereza Cristina (MS), decidiu alterar a orientação dada anteriormente e liberou os deputados para votarem como quiserem no requerimento de retirada de pauta da reforma trabalhista, que é analisada nesta terça-feira, 25, em uma comissão especial. A deputada também é vice-líder do governo na Casa, apesar da cúpula do partido dizer que não faz parte da base aliada. Segundo o líder do governo no Congresso, o deputado André Moura (PSB-SE), já há votos suficientes para aprovar o texto na Câmara. A previsão é que a votação termine ainda esta semana.

Tereza disse que ontem o PSB fechou questão no mérito da reforma e que neste momento o que estava em votação na comissão especial era apenas um requerimento de retirada de pauta da matéria. "Como ainda temos a bancada muito dividida, ainda estamos discutindo o encaminhamento a ser dado, vou liberar neste requerimento de retirada", justificou.

A primeira orientação do PSB foi votar a favor do requerimento, o que demonstra a divisão na bancada da sigla na Casa. O deputado Bebeto (PSB-BA) disse que agiu sob orientação do partido ao defender o voto sim. "Ninguém aqui fala por si só", afirmou.

O requerimento de retirada de pauta foi rejeitado em votação nominal por 10 favoráveis ao pedido e 23 contrários. A comissão iniciou a fase de debates hoje e a previsão é que o texto da reforma trabalhista vá a plenário nesta quarta-feira, 26.

Divisão. Num movimento contrário ao tomado pelo PSB, a cúpula do PPS trabalha para fechar um posicionamento oficial a favor da votação das reformas da Previdência e Trabalhista no Congresso. 

Segundo o Estado apurou, após encontro com o presidente Michel Temer, que reuniu na última segunda-feira, 24, todos os integrantes do primeiro escalão para pedir apoio às propostas, o ministro da Cultura e presidente do PPS, Roberto Freire, iniciou as conversas para que a legenda feche questão a favor das medidas. 

Por outro lado, o Partido da República (PR) ainda não chegou a uma decisão, segundo afirmou o presidente e ex-ministro Antônio Carlos Rodrigues nesta terça-feira, 25. Ele afirmou que irá consultar ao longo do dia o líder do PR na Câmara, Aelton Freitas (MG), para tomar pulso da bancada sobre o posicionamento da maioria dos deputados. "Ainda não tenho uma posição da bancada. Vou falar com o Aelton para ver como está", afirmou Rodrigues. 

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