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Associação Paulista de Supermercados adere a movimento pró-impeachment

- Atualizado: 18 Março 2016 | 12h 19

Entidade aponta que afastamento da presidente é 'único caminho viável'; outras instituições também se posicionaram contra o governo

Entidade considera que o setor de supermercados tem sido afetado pelo aumento do desemprego e redução da renda das famílias

Entidade considera que o setor de supermercados tem sido afetado pelo aumento do desemprego e redução da renda das famílias

SÃO PAULO - A entidade que representa o varejo de supermercados do Estado de São Paulo declarou apoio ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Em nota, a Associação Paulista de Supermercados (Apas) fez críticas à nomeação do ex-presidente Lula como ministro-chefe da Casa Civil.

A entidade considera que o setor de supermercados tem sido afetado pelo aumento do desemprego e redução da renda das famílias e avalia que as atividades do comércio no Brasil estão sofrendo uma "paralisação" em meio ao cenário de crise econômica e política.

A nota defende ainda a atuação do Ministério Público e da Polícia Federal no combate à corrupção. A Apas afirma acreditar que o impeachment da presidente Dilma Rousseff "é único caminho viável em curto prazo para enxergamos uma nova perspectiva". 

Outras entidades. Além da Apas, outras instituições se posicionaram a favor da interrupção do mandato de Dilma Rousseff. Na quinta-feira (17), a Confederação Nacional da Indústria (CNI) distribuiu uma nota em que afirmou que crise deixa empresários ‘perplexos’

"A indústria nacional não pode aceitar que disputas e desavenças políticas se sobreponham aos interesses maiores da nação", destacou a entidade. "É imprescindível restabelecer a governabilidade."

Pós-Lula: o que mudou na economia depois de 2010
Economia em 2010 e 2015

conturbada chegada do ex-presidente Lula ao governo de Dilma Rousseff é uma das apostas do governo para barrar o avanço do processo de impeachment e melhorar a articulação política dentro do Congresso. A situação agora está rodeada de incertezas, depois da divulgação de conversas telefônicas entre Lula e Dilma. Qualquer que seja o desfecho, o potencial de Lula para manter o governo de pé e reativar a economia esbarra na recessão enfrentada pelo Brasil. Veja o que mudou no cenário econômico entre 2010, último ano de Lula na Presidência, e 2015.

O texto ainda assinala que "o setor empresarial espera que as instituições brasileiras, principalmente o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal (STF), com o apoio e a participação da sociedade, consigam encontrar, com urgência, soluções para tirar o País da crise política e econômica".  

Seguindo a linha da CNI, o presidente da Federação de Indústria do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Eugenio Gouvêa Vieira, afirmou em coletiva que é necessário que o Congresso Nacional responda com rapidez e que o atual momento político é um teste para a democracia brasileira.

“Não dá mais. Nós estamos pedindo um basta e esse basta se dá com o impeachment. Isso tem que acontecer por meio do trabalho dos nossos congressistas, que têm essa responsabilidade”, disse referindo-se ao processo de impeachment. Ontem, a Câmara dos Deputados elegeu os membros da comissão especial que analisará o afastamento.

Além do representante fluminense, líderes das federações do Paraná, Pará, Espírito Santo e São Paulo se reuniram em videoconferência para alinhar ações em prol do andamento da pauta. De acordo com Gouvêa, cada entidade vai trabalhar no convencimento de parlamentares de suas redes para garantir agilidade.

Antes disso, na terça-feira (15), o presidente do maior banco privado do País, Roberto Setubal, do Itaú Unibanco, também fez críticas ao governo. "No Brasil, tudo é possível, mas nada é provável, levando a incerteza a níveis intoleráveis e prejudicando a economia”, disse durante um evento organizado pela Liga de Mercado Financeiro da Faculdade de Economia e Administração da USP. “Este governo foi eleito para manter o status quo, não para mudá-lo.”

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