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Atividade industrial cresce 2,6% em julho, na maior alta do ano, informa CNI

Nivaldo Souza - Agência Estado

04 Setembro 2014 | 11h 09

Desempenho de julho deu um respiro para o setor de transformação, com resultados melhores no faturamento, horas trabalhadas e utilização da capacidade instalada, informa CNI

O desempenho de julho deu um respiro para o setor de transformação, após quatro meses de quedas consecutivas em indicadores, conforme pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 4, pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). O faturamento real, as horas trabalhadas e o nível de utilização da capacidade instalada apresentaram o maior crescimento para julho desde 2012, com altas de 1,2%, 2,6% e 0,6 ponto porcentual, respectivamente.

O crescimento de 2,6% nas horas trabalhadas, ante o mês anterior, foi o maior já registrado neste ano, após quatro meses seguidos de queda e altas menores - de 1,7% e 1,2%, em fevereiro e janeiro, respectivamente.

A melhoria, contudo, não deve recuperar a atividade ao longo de 2014. A CNI trabalha com uma redução de 1,7% para o PIB da indústria para o ano, ante queda de 1,5% da previsão anterior. Para o PIB apenas da indústria de transformação, a estimativa é de que haja um recuo de 2,5%. Para o PIB do País, a previsão da CNI é de crescimento de 0,5%. "Temos uma expectativa para 2014 de um resultado negativo para a atividade industrial", afirmou o gerente-executivo de política econômica da CNI, Flávio Castelo Branco. "O ritmo de crescimento não gera mais dinamismo no nível de emprego na indústria", afirmou.

Embora tenha havido melhora em relação a junho, de acordo com Castelo Branco, o crescimento em itens como faturamento real das empresas, horas trabalhadas e nível de capacidade foram uma recuperação natural de variáveis após queda causada pelo ritmo lento da atividade industrial no mês da Copa.

O executivo da CNI se disse confiante em uma melhora da indústria para 2015, independentemente de qual candidato vença a corrida presidencial. "Eles (candidatos) já sinalizaram as mudanças que podem ocorrer", observou. "Mas precisamos de uma sinalização mais clara de como vão acontecer. Por exemplo, por quanto tempo será a reforma tributária", disse.