Werther Santana/Estadão
Werther Santana/Estadão

Atos contra reformas afetam trânsito nas principais capitais do País

Em SP e Rio, manifestantes bloquearam vias e acessos a aeroportos, mas voos não foram afetados

O Estado de S.Paulo

30 Junho 2017 | 10h28

As manifestações começaram cedo em todo o País. Na pauta de reivindicações estão o fim da reforma trabalhista e da Previdência e a realização de eleições diretas para presidente. 

Em São Paulo e no Rio de Janeiro, apesar de metrô e ônibus não terem parado as operações, manifestantes ocuparam vias importantes das cidades e dificultaram o trânsito. Também houve manifestações nos principais aeroportos das cidades, mas segundo a Infraero os voos não foram afetados.  Em Brasília, a greve marcada pelas centrais sindicais contra o governo conta com a adesão de metroviários, rodoviários, bancários e professores.

+ Acompanhe a greve pelo País

No início da manhã na capital paulista, a pista da Rodovia Anchieta foi totalmente bloqueada no sentido São Paulo. O congestionamento chegou a quatro quilômetros. Perto das 10h, os pontos de bloqueio segundo a CET eram:

Rua da Consolação com a Rua Maria Antônia, Praça Jorge Lima com Avenida Vital Brasil e Praça Lorenzetti com Avenida Arno.

No Rio de Janeiro, um dos locais mais afetados é a avenida Brasil, na zona norte. Somente na via, o trânsito chegou a acumular 24 quilômetros de extensão. A pista foi interditada no sentido Centro, na altura de Santa Cruz, e também no sentido zona oeste, na altura do Caju.

Interior de SP. As manifestações contra o governo Temer paralisaram totalmente o transporte coletivo em Sorocaba e cidades da região. Em Sorocaba, além do transporte coletivo urbano, com paralisação total, os ônibus intermunicipais também suspenderam as viagens. O terminal rodoviário interurbano ficou totalmente vazio. O topógrafo Eliseu Conrado, que seguiria viagem para Itararé, chegou no terminal às 6 horas com passagem comprada para embarcar às 6h30. "Não sei o que fazer, estão dizendo que voltam ao meio-dia."

Também aderiram à paralisação os ônibus que levam trabalhadores para o distrito industrial. O início de turno atrasou em várias indústrias. A paralisação atingiu também o transporte coletivo em Itapetininga e Tatuí.

Em Jundiaí, manifestantes bloquearam durante 40 minutos a marginal da rodovia Anhanguera. Houve congestionamento. A Polícia Militar negociou a liberação da via com manifestantes.

Pelo País. Usuários do metrô de Belo Horizonte que tentaram acessar o sistema hoje pela Estação Central reclamaram da paralisação dos trens na capital. Porém afirmaram apoiar a greve geral marcada para todo o País.

Em Brasília, os donos de vans piratas tentam lucrar. Usuários do transporte público reclamam na rodoviária dos preços cobrados pelos piratas. "Paguei cinco reais do Itapoã até aqui. Querem me cobrar mais sete para Taguatinga. Em dia normal, pago cinco reais por todo o deslocamento, ônibus e metrô", se queixa o segurança Francisco dos Santos.

Em Curitiba, até as 10h, metalúrgicos, professores, bancários, técnicos da saúde, petroleiros, haviam se manifestado por meio de passeatas e bloqueios de rodovias.  

A Avenida Antonio Carlos Magalhães, uma das mais importantes de Salvador, foi o principal palco das manifestações em Salvador. Em Fortaleza, por volta das 10h, Sindicalistas começam a ocupar a Praça da Bandeira. (Lucas Gayoso , Leonencio Nossa, Matheus Mans, Heliana Frazão, Carmen Pompeu, Leonardo Augusto e José Maria Tomazela)

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