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Atrasos em voos da Copa estão abaixo da média internacional

Daniela Amorim e Hugo Passarelli - O Estado de S. Paulo

16 Junho 2014 | 18h 47

Índice médio de atraso desde a abertura é de 6,5%, menos que o tolerado pelo padrão internacional (15%) e do registrado na Europa em 2013 (8,4%)

RIO - O ministro da Secretaria de Aviação Civil (SAC), Moreira Franco, afirmou que o País não registrou problemas nos aeroportos durante a Copa do Mundo. Desde a abertura do Mundial, o índice médio de atraso foi de 6,5%, com dados atualizados do último boletim da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). Nesta segunda-feira, foi registrado o maior índice desde então - 9% -, impactado pelo aeroporto Salgado Filho, em Porto Alegre, que amanheceu fechado.

"São números muito abaixo do padrão internacional aceitável", disse Moreira Franco. De acordo com o SAC, o índice de atraso tolerado pelo padrão internacional é de até 15%. Na Europa, a média foi de 8,4% em 2013, segundo dados do Eurocontrol, agência que monitora o tráfego aéreo na região. Já a média de cancelamentos ficou em 11,22%.

"Minha expectativa é que nas próximas semanas possamos manter o mesmo padrão de atendimento", disse o ministro da Aviação. "Nós não temos tido problemas até agora. Os fatos ocorridos são fatos que estão dentro do que já tínhamos nos organizado para enfrentar, nada grave", declarou.

O diretor-presidente da Anac, Marcelo Guaranys, informou que os indicadores estão dentro do esperado em todas as regiões do País. No Recife, o índice de atrasos está em 3,23%, enquanto em Confins chegou a 10,34%. Segundo ele, a Anac estima um pico de até 15% para atrasos de voos, enquanto os cancelamentos devem oscilar entre 5% a 10%. "Os números estão totalmente dentro do padrão de normalidade", garantiu Guaranys.

Apesar da Copa, as passagens aéreas nacionais estão mais baratas. A Anac aponta que os preços giravam em torno de R$ 320,00, em média, no início do mês, contra um valor médio de R$ 360,00 praticado no segundo semestre do ano passado.

Infrações. Foram aplicados apenas 25 autos de infração por descumprimento de direitos de passageiros desde o início do mundial. "Não dá nem uma aeronave pequena da Azul", comparou Guaranys.

A agência aplicou ainda 11 penalidades por fiscalização técnica, que incluem, por exemplo, permanência em solo por tempo maior do que o contratado ou documentos de pilotos com validade expirada.  Na aviação executiva, as punições a aeronaves que desrespeitam o horário de slot ou que ficam mais tempo no solo vão de R$ 7 mil a R$ 93 mil. Em Guarulhos, uma aeronave particular procedente da Nigéria recebeu a pena mais rigorosa por ter permanecido por mais de 24h em solo, sem intenção de decolar.

"Por ser aeronave estrangeira, a penalidade, além da multa, é que a Anac suspendeu a autorização dela de navegar no País. Então, além de multa, a aeronave está suspensa de operar no País", disse Guaranys. "Não tivemos maiores ocorrências durante esse período. Algumas excedências de permanência de solo, mas também dentro do padrão", afirmou.

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