Paulo Vitor/Estadão - 17/6/2010
Paulo Vitor/Estadão - 17/6/2010

Auditoria estima valor de bens e ativos da Oi em R$ 40,8 bilhões

Relatório da Ernst & Young, contudo, diz que, se a tele tiver de vender apressadamente o negócio, arrecadaria menos da metade

O Estado de S.Paulo

13 Outubro 2017 | 05h00

Um laudo elaborado pela auditoria Ernst & Young (EY) estimou em R$ 40,75 bilhões o valor dos bens e ativos da Oi, que está em recuperação judicial. Esse montante, contudo, poderá cair para menos da metade, se a tele for forçada a vendê-los apressadamente, de acordo com o relatório apresentado ontem à Comissão de Valores Mobiliários (CVM).

Os dados da auditoria são com base na data de 30 de junho. A EY estimou que uma liquidação forçada dos ativos mantidos pela Oi e por subsidiárias incluídos em seu processo de recuperação judicial arrecadaria R$ 17,9 bilhões, segundo documento enviado à CVM. Esse valor cobriria menos de 30% dos R$ 64 bilhões em dívidas listadas pela companhia no acordo de recuperação. 

Os números ressaltam as dificuldades para se encontrar uma solução para os problemas da operadora, em recuperação judicial desde junho de 2016 e o maior da história do País. Na Bolsa, o valor de mercado da operadora é de R$ 3,3 bilhões.

Na quarta-feira, 11, a empresa entregou seu novo plano de recuperação à Justiça do Rio de Janeiro, propondo limite de 25% de conversão de dívida em ações, bem abaixo do pretendido por detentores de títulos (“bondholders”) da companhia.

Luis Palha da Silva, presidente da holding portuguesa Pharol (ex-Portugal Telecom), maior acionista da operadora, afirmou ontem que esse novo plano é “equilibrado e positivo”. De acordo ele, a Pharol fará esforços para manter sua participação na Oi no maior nível possível após a reestruturação. Atualmente, a Pharol possui participação de 25,7% na Oi.

Silva acrescentou, ainda, que a Pharol não se opõe a uma demanda pela diluição dos acionistas, e disse que uma Oi reestruturada estará pronta para fusões e aquisições, não necessariamente como alvo. / REUTERS

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