Rafael Arbex/Estadão - 28/4/2017
Rafael Arbex/Estadão - 28/4/2017

Baixa adesão ameça greve geral em São Paulo

Centrais programam atos no centro e na Avenida Paulista; pressionadas pela possibilidade de multa, grandes categorias não aderiram ao movimento

O Estado de S.Paulo

29 Junho 2017 | 05h00

Na véspera da greve geral contra as reformas do governo marcada para esta sexta-feira, 30, a adesão de sindicatos de São Paulo ainda é baixa. Categorias como a dos metroviários devem decidir nesta quinta-feira, 29, se vão parar. Outras, como a dos motoristas de ônibus e dos ferroviários, já confirmaram que não participarão do movimento. Bancários e professores não vão trabalhar. As centrais, no entanto, programaram atos na capital e no interior.

A Força Sindical vai reunir trabalhadores às 11 horas na frente da Superintendência Regional do Trabalho, na Rua Martins Fontes, no centro, na sexta-feira. “É natural que a mobilização seja menor agora que a reforma trabalhista está no centro da discussão. A reforma da Previdência atinge muito mais pessoas, só metade da população economicamente ativa do País está na CLT”, diz João Carlos Gonçalves, o Juruna, secretário-geral da Força. 

Segundo ele, depois das duas grandes mobilizações recentes – a greve geral de 28 de abril e a marcha em Brasília, em 24 de maio –, as principais categorias estão sendo pressionadas pelo Ministério Público, com possibilidade de multa, a não fazerem greve.

A CUT programou um ato na frente do Masp, na Avenida Paulista, às 16 horas, de onde os manifestantes devem seguir até a prefeitura – na pauta dos protestos também estão as privatizações anunciadas pelo prefeito João Dória. O presidente da CUT no Estado, Douglas Izzo, diz que serão 20 atos na capital e no interior. “Amanhã (quinta-feira), quando muitas categorias farão assembleias, teremos uma previsão mais precisa do tamanho da adesão à greve.” O dirigente diz que, como estratégia para esvaziar o movimento dos sindicatos, o governo tem mobilizado a Justiça contra as paralisações. 

O sindicato dos metroviários de São Paulo vai decidir em assembleia nesta quinta-feira, 29, à noite se vai mesmo parar – no dia 22, os trabalhadores haviam concordado em participar da mobilização. Filiados à União Geral dos Trabalhadores (UGT), os motoristas de ônibus da capital devem trabalhar normalmente, assim como os ferroviários. A UGT programou atos em diferentes pontos do centro. 

O sindicato dos aeroviários fará manifestação no Aeroporto de Congonhas, entre 8h30 e 10h. Até quarta-feira, 28, à noite, não estava confirmado se os trabalhadores iriam parar.

Indicativo da baixa adesão ao chamado de greve, o sindicato de metalúrgicos do ABC também não programa paralisação. Está previsto um ato, às 9h, na frente da sede do sindicato, em São Bernardo, e, na hora, os trabalhadores vão decidir se farão uma caminhada ou se voltam ao trabalho. Os metalúrgicos de São Paulo e Mogi das Cruzes estão organizando mobilizações pontuais na cidade. Os de São José dos Campos e região aderiram ao movimento.

O presidente do Sindicato dos Servidores Municipais de São Paulo, Sergio Antiqueira, disse que, em assembleia, os trabalhadores decidiram pela greve, mas não havia, até ontem, uma previsão sobre quais setores de fato vão parar. / Marina Pauliquevis

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