Balanços e economia direcionam recomendações

Balanços e economia direcionam recomendações

As indicações desta semana tentam, em sua maioria, se antecipar à divulgação dos balanços do terceiro trimestre

Karin Sato, O Estado de S.Paulo

21 Outubro 2017 | 05h00

As indicações desta semana tentam, em sua maioria, se antecipar à divulgação dos balanços do terceiro trimestre. Analistas também estão atentos a um horizonte maior, com papéis de empresas que se beneficiam da recuperação da economia.

A Guide Investimentos recomendou a Tenda, no lugar de Pão de Açúcar, citando que a empresa do setor de construção conta com boas perspectivas no segmento de baixa renda e sólida posição financeira. Já a Magliano mudou todo o portfólio, que passou a ser composto por Ambev, Embraer, Taesa, Vale e Weg. A fabricante de bebidas está conseguindo recuperar participação de mercado. Além disso, os sinais de melhora da economia também já devem se refletir no resultado do terceiro trimestre. Embraer, por sua vez, pode seguir apresentando bons números. Taesa, atualmente, toca projetos com potencial de agregar geração de caixa nos próximos balanços.

Quanto à Vale, o relatório de produção apontou crescimento importante do minério de ferro no projeto S11D, cujo produto apresenta maior teor de ferro, sendo negociado a preço superior. “A variação do dólar no terceiro trimestre (-4%) terá seu efeito minimizado pela melhora do preço médio praticado”, dizem os analistas.

Por fim, a Weg pode começar a mostrar números mais sólidos, com a retomada econômica. “Também vislumbramos que a divisão de energia eólica tende a mostrar forte evolução”, diz o time.

A XP Investimentos trocou Marcopolo por Rumo, citando otimismo com o papel no longo prazo. “As safras fortes devem resultar em volumes mais robustos e melhora operacional. Após a conclusão do aumento de capital, acreditamos que a aprovação do empréstimo do BNDES será um bom catalisador”. A Quantitas substituiu Hypermarcas por Braskem, basicamente em função de preço e de dividendos.

A Terra Investimentos trocou São Martinho por Itaú Unibanco, com expectativa positiva quanto ao balanço. Mais fatores também devem beneficiar o papel, que tem forte peso no Ibovespa, como a recuperação da economia e a migração de recursos da renda fixa para a variável, com a queda da Selic.

Uma notícia que movimentou a semana foi a de que a Petrobras protocolou o prospecto da oferta de ações da BR Distribuidora. Investidores já começam a questionar se vale a pena apostar na operação. Os analistas participantes da coluna disseram que ainda é cedo para saber, pois faltam informações, como o porcentual a ser ofertado e a faixa de preço.

O que se sabe é que muitos investidores podem se interessar, por causa do aprimoramento da gestão e do nível de governança corporativa ocorrido com a Petrobras, principalmente após a entrada do atual presidente Pedro Parente.

“A gestão de Parente tem tido sucesso com as medidas anunciadas nos últimos trimestres”, diz o analista da Magliano, Pedro Galdi. Por outro lado, outro profissional do mercado alertou que, como o controle estatal na BR será mantido, o investidor terá pouco poder para ditar os rumos da empresa.

O UBS calculou o valor da BR em cerca de R$ 29 bilhões. O analista Vitor Suzaki, da Lerosa, cita que, considerando essa estimativa, e a depender da quantidade de ações a serem ofertadas ao mercado, o IPO pode se aproximar da oferta da BB Seguridade, em 2013.

 

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