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Banco do Sul deve começar a funcionar em 2013

Ricardo Leopoldo, da Agência Estado

09 Maio 2012 | 14h 29

Países sócios serão Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai, Bolívia, Venezuela e Equador; segundo Fazenda,  expectativa é de que o Congresso aprove a participação do Brasil até o fim do semestre

CAMPINAS - O Secretário de Assuntos Internacionais do Ministério da Fazenda, Carlos Cozendey, afirmou à Agência Estado que o governo tem como expectativa que até meados de 2013 estará em funcionamento o Banco do Sul, que terá sede em Caracas e tem como países sócios Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai, Bolívia, Venezuela e Equador. Segundo ele, a expectativa é de que o Congresso Nacional aprove a participação do Brasil na instituição até o fim deste semestre.

"Queremos o Banco do Sul como contraparte do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) no continente", comentou Cozendey. Segundo ele, o BNDES pode financiar empresas brasileiras que atuam na América do Sul, mas não tem permissão para emprestar recursos, por exemplo, para que tal companhia estabeleça uma rede de fornecedores na região. "O Brasil tem uma política de desenvolvimento produtivo do setor de bens de capital, mas isso não ocorre para os países vizinhos", destacou em palestra na Unicamp, em Campinas.

De acordo com o secretário, deve ocorrer em junho ou julho a reunião do Conselho de Ministros do Banco do Sul, instância máxima de resolução de políticas da instituição financeira. O banco terá sede em Caracas, Venezuela, e atuará para financiar projetos de desenvolvimento em infraestrutura e integração comercial regional. O Banco do Sul nascerá com um funding de US$ 7 bilhões. Caberá a Brasil, Argentina e Venezuela dedicarem US$ 2 bilhões cada um. O aporte inicial do Brasil seria de US$ 400 milhões, que seria complementado num período de cinco anos.