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Bancos dos EUA têm US$ 100 bi em créditos e calote já preocupa

- Atualizado: 14 Fevereiro 2016 | 03h 00

A derrocada dos preços do petróleo não está provocando estragos apenas nas empresas do setor nos EUA. A piora da situação financeira das companhias já se refletiu nos balanços dos maiores bancos do país no quarto trimestre de 2015 e pode ter novo impacto nos resultados deste ano. Citigroup, Bank of America, Wells Fargo e JPMorgan tiveram aumento de inadimplência no setor, fizeram reforço importante das provisões para calotes e preveem nova rodada de aumentos nessas reservas em 2016. As seis maiores instituições financeiras do país fecharam dezembro com US$ 100 bilhões emprestados para empresas do setor de petróleo e gás.

Um estudo da consultoria AlixPartners calcula que as companhias que extraem o óleo vão gerar este ano um caixa US$ 102 bilhões menor do que elas precisariam para manter só as operações básicas. O mesmo levantamento mostra que as petroleiras dos EUA e do Canadá perdem US$ 2 bilhões por semana extraindo o produto nos preços atuais.

Um dos indícios da deterioração da situação financeira das empresas de petróleo é a forte piora da classificação de risco de crédito do segmento. Só no ano passado, a Standard & Poor’s (S&P) rebaixou o rating de 100 empresas do setor apenas nos EUA e prevê que a tendência continue em 2016, com várias companhias perdendo o grau de investimento.

“A derrocada do petróleo pode ser um dos principais testes para os maiores bancos dos EUA desde a crise financeira mundial", afirma o jornal The New York Times. A exposição dos bancos ao setor de petróleo não é tão alta como era com o segmento imobiliário antes da crise de 2008. Em algumas instituições, como Wells Fargo, a exposição está na casa dos 2% da carteira. Mesmo assim, o tema virou o principal foco de preocupação de analistas e investidores, dominando os questionamentos aos executivos dos bancos nas teleconferências de resultados nas últimas semanas, o que contribuiu para provocar quedas recentes das ações do setor financeiro nas bolsas.

O reforço nas provisões para devedores duvidosos foi registrado em vários bancos dos EUA no quarto trimestre de 2015. O Bank of America ampliou as reservas para calotes em US$ 264 milhões, principalmente por causa de preocupações com o setor de petróleo. O JPMorgan elevou em US$ 124 milhões e o Citi aumentou em US$ 300 milhões as provisões só para o segmento.

Estes mesmos bancos também ficaram mais rigorosos na liberação de novos créditos para o setor.

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