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BB registra lucro líquido de R$ 11 bi em 2017, resultado 54,2% superior ao de 2016

Segundo o Banco do Brasil, o desempenho reflete o crescimento das receitas de tarifas e serviços, menos gastos com calotes e ainda maior eficiência com o controle das despesas administrativas

Aline Bronzati, Broadcast

22 Fevereiro 2018 | 08h28

O Banco do Brasil, que fecha nesta quinta-feira, 22, a temporada de balanços dos grandes bancos de capital aberto no País, registrou lucro líquido de R$ 11,1 bilhões, 54,2% maior na comparação com o exercício anterior, de R$ 7,171 bilhões. Segundo o BB, o desempenho reflete o crescimento das receitas de tarifas e serviços, menos gastos com calotes e ainda maior eficiência com o controle das despesas administrativas.

Com o lucro do ano passado, o BB ficou no centro das suas projeções para 2017. Isso porque o banco havia divulgado ao mercado que esperava que seu lucro líquido ajustado ficasse entre R$ 9,5 bilhões e R$ 12,5 bilhões.

No quatro trimestre de 2017, o lucro líquido ajustado foi de R$ 3,188 bilhões, cifra 82,5% superior à registrada no mesmo período do ano anterior, de R$ 1,747 bilhão. Na comparação com os três meses anteriores, o resultado apresentado pela instituição foi 17,7% maior.

O lucro líquido ajustado do BB do quarto trimestre foi o maior lucro trimestral nominal originado em suas operações na história do banco. O desempenho também foi impulsionado, conforme a instituição explica em relatório que acompanha as suas demonstrações financeiras, pelos maiores ganhos com tarifas e ainda menores despesas com inadimplência e gastos administrativos.

A carteira de crédito ampliada do BB foi a R$ 681,3 bilhões no quarto trimestre do ano passado, aumento de 0,6% em relação ao fechamento do terceiro trimestre, de R$ 677,037 bilhões. Em um ano, porém, os empréstimos se reduziram em 3,8%. Na pessoa física, foi visto crescimento de 0,1% em dezembro ante setembro e queda de 0,1% em um ano. Já a carteira da pessoa jurídica encolheu 0,4% e 8,9%, respectivamente.

O total de ativos do Banco do Brasil alcançou R$ 1,369 trilhão de outubro a dezembro, montante 2,3% menor ante um ano, quando estava em R$ 1,401 trilhão. Na comparação com os três meses anteriores teve queda de 2,2%.

O BB encerrou dezembro com patrimônio líquido de R$ 98,7 bilhões, cifra 13,2% superior em um ano, de R$ 87,2 bilhões. O retorno sobre o patrimônio líquido (RSPL) no quesito mercado do BB foi a 14,5% no quarto trimestre, melhora de 1,7 ponto porcentual em relação ao terceiro trimestre, quando o indicador ficou em 12,8%. Em 12 meses, o índice cresceu 5,8 p.p.

Já no consolidado de 2017, a rentabilidade do BB atingiu 12,3% contra 8,8% no ano anterior, reforçando a melhora dos resultados do banco público durante a gestão de Paulo Caffarelli. O executivo assumiu o comando da instituição em 2016 com o desafio de melhorar o seu retorno após uma política de concessão de crédito a juros menores e em plena crise financeira.

No critério ajustado, o retorno do BB foi a 12,5% no quatro trimestre ante 10,8% no terceiro e 7,2% em um ano. Em 2017, ficou em 10,7% contra 7,5% no ano de 2016.

O lucro líquido do BB, considerando eventos extraordinários, somou R$ 3,108 bilhões no quarto trimestre, um salto de 222,7% ante um ano, de R$ 963 milhões. Em 2017, ficou em R$ 11,011 bilhões, expansão de 37,1% em relação a 2016. A diferença entre o lucro ajustado e o resultado com eventos não recorrentes no quarto trimestre, conforme o banco, se deu por conta de R$ 80 milhões em eventos não recorrentes, resultado de um valor negativo de R$ 294 milhões por planos econômicos, compensados por um efeito positivo de R$ 199 milhões de ajuste de indenização do Proagro fora questões fiscais.

Inadimplência.  O índice de inadimplência do Banco do Brasil, que considera atrasos acima de 90 dias, foi a 3,74% ao final de dezembro, melhora de 0,2 ponto porcentual em relação ao terceiro trimestre, de 3,94%. Trata-se do segundo trimestre consecutivo de redução dos calotes. Em um ano, porém, ainda apresenta elevação uma vez que o indicador estava em 3,29%.

O índice de inadimplência do Banco do Brasil, que considera atrasos acima de 90 dias, foi a 3,74% ao final de dezembro, melhora de 0,2 ponto porcentual em relação ao terceiro trimestre, de 3,94%. Trata-se do segundo trimestre consecutivo de redução dos calotes. Em um ano, porém, ainda apresenta elevação uma vez que o indicador estava em 3,29%.

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