BC aumenta atuação no mercado e dólar fecha na cotação máxima

O dólar comercial fechou em alta de 1,78% em relação aos últimos negócios de ontem, cotado a R$ 2,2290 na ponta de venda das operações. Hoje, o Banco Central voltou ao mercado futuro de câmbio, com o objetivo de reduzir a queda do dólar frente ao real. Batizada de swap reverso, ela envolve a venda de contratos cujo efeito, na prática, é o mesmo que seria produzido se o Banco Central resolvesse comprar dólares hoje para receber no futuro. O Banco Central também comprou dólar no mercado à vista durante a tarde, à taxa de corte de R$ 2,2230. Nesta sexta-feira, o dólar já abriu em alta diante da expectativa com o resultado do leilão. O Banco Central informou que vendeu hoje os cinco lotes integrais de contratos de swap cambial ofertados, num total de 8.400 contratos com cinco vencimentos e valor financeiro de US$ 404 milhões. A liquidação financeira da operação será feita na próxima terça-feira, dia 22. A avaliação inicial dos operadores considera que a intervenção do Banco Central foi tímida. Segundo eles, o volume do leilão, de US$ 400 milhões, é pequeno. Porém, a maioria diz que isso é adequado para o BC sentir a demanda e a reação do mercado à sua disposição de usar esse instrumento de atuação. Outros vão além e afirmam que o recado foi dado e já surte efeitos que tenderiam a ser duradouros. O ex-diretor do Banco Central, Emílio Garófalo, é um dos que considera que as atuações do BC visam sustentar o valor do real. Ele avalia que, com a retomada dos leilões de swap cambial reverso, o dólar se manterá acima de R$ 2,20 e considera isso um avanço. De acordo com os cálculos de Garófalo, sem a intervenção do BC, que ocorre desde 3 de outubro, com os leilões de compra no mercado à vista, o dólar já teria rompido para baixo o valor de R$ 2,00. E o mercado acredita que o BC continuará fazendo compras de dólares no mercado à vista paralelamente aos leilões de swap.

Agencia Estado,

18 Novembro 2005 | 17h39

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