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Bloco terá livre comércio com a Palestina

MONTEVIDÉU - O Estado de S.Paulo

20 Dezembro 2011 | 03h 04

Os presidentes do Mercosul formalizarão hoje o Tratado de Livre Comércio (TLC) com o Estado Palestino, que será representado pelo chanceler Riyad Al Maliki. Analistas e fontes diplomáticas na capital uruguaia, onde ocorrerá a cerimônia de assinatura do tratado, destacaram que o acordo possui mais conteúdo político e simbólico do que econômico, já que o comércio bilateral entre o Mercosul e a Palestina é pequeno.

A intenção dos organizadores é de que a assinatura do tratado sirva de símbolo internacional de respaldo do Mercosul para o Estado Palestino. Segundo dados da Associação Latino-americana de Integração, entre 2001 e 2010, as exportações do Mercosul aos territórios do Estado Palestino aumentaram de US$ 103 mil para US$ 1,7 milhão.

As importações totais de produtos "made in Palestina", realizadas integralmente pela Argentina, foram de US$ 92 mil. Esse será o segundo acordo de livre comércio do Mercosul no Oriente Médio.

Em 2008, o bloco regional sul-americano fechou um acordo com Israel. Esse foi o primeiro Tratado de Livre Comércio que o bloco do Cone Sul fechou com um país.

O encarregado de negócios de Israel em Montevidéu, Ron Gerstenfeld, ressaltou que o acordo do bloco do Cone Sul com a Palestina "não é a melhor forma" de estimular o processo de paz no Oriente Médio.

No entanto, destacou que respeita a decisão de Brasil, Uruguai, Argentina e Paraguai de realizar um tratado com a Palestina. Ao longo deste último ano, os quatro sócios do Mercosul reconheceram o Estado Palestino - que tenta ingressar na Organização das Nações Unidas (ONU). / A.P.

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