REUTERS/Paulo Whitaker
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Bolsa fecha em alta após STF deixar Lula mais perto de ser preso

Ao rejeitar o pedido de habeas corpus do petista, a Corte ajuda os agentes a redesenhar o tabuleiro eleitoral de 2018; Ibovespa fecha em alta de 1,01%, aos 85.209,66 pontos

Ana Luísa Westphalen, Paula Dias e Victor Rezende, O Estado de S.Paulo

05 Abril 2018 | 10h52
Atualizado 05 Abril 2018 | 19h47

O Ibovespa fechou em alta de 1,01%, aos 85.209,66 pontos, numa reação positiva do mercado à decisão do Supremo Tribunal Federal (STF) de rejeitar o pedido de habeas corpus impetrado pela defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. No início do pregão, o índice teve alta superior a 2%.

O exterior também contribuiu para o otimismo, com as bolsas da Europa subindo mais de 2% amparadas pela leitura de que Estados Unidos e China estão abertos a negociações para superarem suas desavenças comerciais.

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Ao rejeitar o pedido de habeas corpus impetrado pela defesa do petista, a Corte ajuda os agentes nesta quinta-feira a redesenhar o tabuleiro eleitoral de 2018, agora com a sinalização mais clara de que o líder nas pesquisas pela corrida presidencial ficará de fora da disputa. 

Até o início da tarde, ainda não havia tido reação dos investidores à notícia de que advogados do Partido Ecológico Nacional (PEN) pediram hoje STF medida cautelar para permitir a execução provisória de pena, como a prisão, após uma decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O pedido será analisado pelo ministro Marco Aurélio Mello, relator da ação que discute a prisão em segunda instância de uma maneira abrangente. Marco Aurélio votou a favor do habeas corpus de Lula no julgamento de ontem.

Dólar. O comportamento do dólar ante o real acabou por surpreender o mercado, resistindo à tendência de baixa esperada inicialmente. Pela manhã, a desmontagem de posições compradas levou a divisa a cair mais de 1%, como reflexo da rejeição do habeas corpus de Lula. O movimento não demorou a perder força e a moeda passou a operar com viés de alta no período da tarde. Ao final dos negócios, o dólar à vista foi negociado a R$ 3,3405, praticamente estável (alta de 0,01%).

Exterior. A perspectiva de menor conflito comercial entre os Estados Unidos e a China voltou ao centro das atenções dos mercados acionários americanos. Em Nova York, as bolsas deram prosseguimento à recuperação vista no dia anterior e voltaram a subir, com forte avanço nas ações de energia e de gigantes de tecnologia, que deixaram para trás a maré baixista vista nas últimas semanas.

O índice Dow Jones fechou em alta de 0,99%, aos 24.505,22 pontos; o S&P 500 subiu 0,69%, aos 2.662,84 pontos; e o Nasdaq avançou 0,49%, aos 7.076,55 pontos.

Em evento na Virgínia Ocidental, Trump baixou o tom. O presidente americano disse ser amigo do líder chinês, Xi Jinping, e comentou que, no longo prazo, as relações comerciais entre os dois países serão "fantásticas".

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