FABIO MOTTA/ESTADÃO
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Bolsa bate novo recorde após ministro falar em privatizar a Petrobrás

Bovespa subiu 3,23% e atingiu os 76.762,91 pontos; dólar recuou pelo quarto dia seguido ante o real, e fechou o pregão cotado a R$ 3,14

Paula Dias e Niviane Magalhães, Broadcast

03 Outubro 2017 | 18h25

O Índice Bovespa renovou máximas recordes nesta terça-feira, 3, com as ações da Petrobrás dando respaldo ao movimento após o ministro de Minas e Energia dizer que eventual privatização da petroleira pode “acontecer” no futuro, embora tenha afirmado que o assunto não deve ser pauta do governo.

O Ibovespa fechou em alta de 3,23%, a 76.762,91 pontos, nova máxima histórica. 

As ações da Petrobrás foram destaque de alta durante todo o dia, na contramão da queda dos preços do petróleo.  Ao final do pregão, Petrobrás ON e PN subiram 4,65% e 3,77%, respectivamente.

Entre os principais fatores que movimentaram o pregão estiveram especulações otimistas acerca da agenda de privatizações do governo e de alterações em depósitos compulsórios dos bancos. Dados da produção industrial brasileira em agosto também contribuíram, principalmente pela manhã, assim como o bom desempenho das bolsas de Nova York ao longo de todo o dia.

"O que vimos foi uma corrida de gestores por um aumento de exposição à renda variável. Já esperávamos que a tendência para a Bolsa era de alta, mas o movimento nos surpreendeu", disse Luís Gustavo Pereira, analista da Guide Investimentos.

Dólar. Pelo quarto dia consecutivo, o dólar recuou ante o real, refletindo em retração acentuada do Risco País. A queda, no entanto, ficou limitada no patamar de R$ 3,14 que, de acordo com especialistas, é um nível considerado confortável diante de incertezas políticas que o país tem pela frente, com destaque para a reforma da Previdência.

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