Epitácio Pessoa/Estadão
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Bolsa fecha outubro na lanterna e dólar ganha destaque com alta de 3,32%

O dólar encerrou outubro cotado a R$ 3,27 para venda, maior alta mensal desde novembro de 2016, quando fechou em alta de 6,18% com a eleição de Donald Trump

Renato Jakitas, O Estado de S.Paulo

31 Outubro 2017 | 19h38

A Bolsa, estrela entre as aplicações de setembro, fechou outubro na lanterna dos investimentos. O mês foi do dólar, que saltou 3,32%, impulsionado justamente pelos fatores que seguraram o desempenho das ações: os temores com o andamento da agenda econômica no Congresso Nacional e incerteza quando ao futuro da política monetária nos Estados Unidos.

O dólar encerrou outubro cotado a R$ 3,27 para venda, maior alta mensal desde novembro de 2016, quando fechou em alta de 6,18% com a eleição de Donald Trump para a presidência dos Estados Unidos.

Com isso, a moeda acumula em um mês mais do que a previsão para o IPCA do ano, o índice oficial para inflação, estimado em 3,08% pelo Banco Central.

"A sensação é de que a corrida eleitoral está começando mais cedo do que o esperado e o governo está ficando mais fraco devido à falta de apoio popular. A chance das reformas estão diminuindo", afirmou em nota a clientes o diretor da Tesouraria do banco Santander, Sandro Sobral.

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No exterior, a principal questão em jogo é a sucessão do Federal Reserve, o banco central norte-americano. O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, deverá indicar o diretor do Fed Jerome Powell como próximo presidente do Fed, no lugar de Janet Yellen, cujo mandato acaba em fevereiro.

Há contudo uma chance de Trump designar o economista da Universidade de Stanford John Taylor, de perfil mais conservador e, segundo o mercado, menos tolerante com a inflação e juros baixos. 

Bolsa. Com relação ao mercado de ações, o ceticismo dos investidores em torno do avanço da reforma da Previdência segurou o índice Ibovespa, que em setembro acumulou valorização de 4,88% e, agora, fechou estável a 0,02%.     

“O mercado fica de olho se o governo vai conseguir ou não passar as reformas”, afirmou o economista-chefe da Nova Futura Corretora, Pedro Paulo Silveira. Ele espera um cenário mais volátil para a Bolsa em novembro. “Os indicadores econômicos e o resultado das companhias foram positivos, mas a percepção de risco com a política começa a aumentar.”

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