Bolsa termina o dia em alta e dólar sobe 1,08%

Os mercados amanheceram hoje com a expectativa de que o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, estava na iminência de deixar o governo. Esta expectativa mexeu com os mercados durante a manhã. Contudo, no encerramento dos negócios, os investidores ficaram com a impressão de que o ministro da Fazenda está mais forte do que se acreditava anteriormente. Palocci mostrou hoje sintonia com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que chegou a afirmar que o ministro "está mais firme do que nunca". A ata do banco central norte-americano (Fed), outro evento esperado para hoje, indicou que a política de aperto monetário nos EUA pode estar chegando ao fim. Foi uma notícia muito bem recebida nas mesas de operações. Com isso, O Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Ibovespa) fechou hoje com uma alta de 1,22%, fixado em 31.489 pontos. O volume financeiro do dia foi de R$ 2,044 bilhões, resultado de 72.945 operações. O dólar comercial encerrou o dia cotado a R$ 2,2470 na ponta de venda das operações, em alta de 1,08% em relação aos últimos negócios de ontem. A alta da moeda norte-americana acontece em um dia de forte atuação do Banco Central, tanto no mercado à vista quanto no mercado futuro de dólar. Amanhã termina a reunião do Comitê de Política monetária (Copom), que reavalia a Selic - a taxa básica de juros da economia. O mercado de juros futuros aponta que os investidores esperam um corte de 0,50 ponto na Selic amanhã, o que levaria a taxa para 18,5% ao ano. Mas, diante da redução da atividade econômica verificada nos últimos meses, já há analistas esperando um corte de 0,75 ponto porcentual, com a Selic caindo para 18,25% ao ano.

Agencia Estado,

22 Novembro 2005 | 19h12

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