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Bolsas asiáticas sobem puxadas por setor de tecnologia

ALEXANDRE DALLARA - Estadão Conteúdo

27 Agosto 2014 | 08h 09

As bolsas asiáticas fecharam em alta moderada nesta quarta-feira, com destaque para as empresas de tecnologia, que aguardam com otimismo o lançamento de novos produtos neste momento em que os dados de consumo dos Estados Unidos demonstram melhora. O sentimento geral do mercado também foi sustentado por expectativas de que o Banco Central Europeu (BCE) introduzirá novas medidas de estímulo.

Em Taiwan, as empresas ligadas à manufatura de produtos da Apple, que lança um novo iPhone em setembro, puxaram a alta e a sessão de Taipé terminou com avanço de 0,98%, a 9.485,59 pontos. Na Coreia do Sul, o índice Kospi se valorizou 0,33%, a 2.074,93 pontos, também com destaque para o setor de tecnologia, em especial a Samsung Electronics (+0,65%). As medidas de estímulo e o corte de juros, feito pelo Banco da Coreia (BoK) neste mês, devem encorajar os investidores a mover posições dos títulos públicos para as ações, segundo relatório do Barclays.

O Xangai Composto subiu 0,11%, para 2.209,47 pontos, e o Shenzhen Composto teve alta de 0,56%, a 1.209,20 pontos, diante de expectativas contínuas de flexibilização nas regras do setor de imóveis e de uma acomodação monetária maior no país. Em Cingapura, o Straits Times avançou 0,56%, a 3.341,46 pontos, enquanto o filipino PSEi subiu 0,20%, para 7.160,46 pontos.

A bolsa de Hong Kong foi a única entre as principais asiáticas a seguir direção oposta, registrando queda de 0,62%, para 24.918,75 pontos, puxada pelos fracos balanços das instituições do setor financeiro.

Na Oceania, o movimento foi o mesmo da maioria dos mercados asiáticos, com o índice S&P/ASX 200, da bolsa de Sydney, fechando em alta moderada de 0,24%, a 5.651,20 pontos. O patamar recorde atingido ontem pelo S&P 500, de Nova York, também ajudou a bolsa australiana, assim como as perspectivas de incentivos do BCE. Após seguidos indicadores fracos na Europa, o presidente da autoridade monetária da zona do euro, Mario Draghi, disse recentemente que os riscos de fazer muito pouco se sobressaem aos riscos de fazer demais. Com informações da Dow Jones Newswires.

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