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Bolsas asiáticas têm fortes perdas diante de queda do petróleo

- Atualizado: 26 Janeiro 2016 | 08h 39

Queda de 6,4% nesta terça-feira foi a maior desde que Pequim cancelou um sistema de circuit breaker em 8 de janeiro

Desde o pico atingido em junho do ano passado, o Xangai acumula desvalorização de 47%

Desde o pico atingido em junho do ano passado, o Xangai acumula desvalorização de 47%

SÃO PAULO - As bolsas asiáticas fecharam com fortes perdas nesta terça-feira, lideradas pelos mercados chineses, interrompendo a recuperação vista nos dois pregões anteriores em meio à retomada da trajetória de queda dos preços do petróleo. Operadores também citaram temores com a aceleração de saídas de capital da China.

O Xangai Composto, principal índice acionário chinês, sofreu um tombo de 6,4% hoje, a 2.749,79 pontos, ficando abaixo de 2.800 pontos pela primeira vez desde dezembro de 2014. A queda do Xangai foi a maior desde que Pequim decidiu cancelar um fracassado sistema de circuit breaker em 8 de janeiro, que havia entrado em vigor apenas quatro dias antes. Desde o pico atingido em junho do ano passado, o Xangai acumula desvalorização de 47%. Em Shenzhen, onde fica um mercado chinês de menor abrangência, o índice local caiu 7,1%, a 1.714,42 pontos.

A China voltou a registrar saídas de capital na semana até 20 de janeiro, segundo a corretora Shenwan Hongyuan Securities, após dados fracos sobre o Produto Interno Bruto (PIB) diminuírem esperanças de uma recuperação da segunda maior economia do mundo. Em 2015, o PIB chinês teve expansão de 6,9%, a mais fraca em 25 anos. Além disso, continuam as preocupações de que a moeda da China, o yuan, volte a se desvalorizar.

Com a prevalência do sentimento negativo, ficou em segundo plano a mais recente iniciativa do Banco do Povo da China (PBoC, o BC chinês) para injetar liquidez no sistema financeiro. Hoje, o PBoC ofereceu 440 bilhões de yuans (US$ 67 bilhões) em empréstimos de curto prazo a bancos, por meio das chamadas operações de mercado aberto, que normalmente ocorrem às terças e quintas-feiras.

Na semana passada, o PBoC já havia injetado 315 bilhões de yuans líquidos através do mesmo instrumento, o maior montante desde meados de janeiro de 2012, numa tentativa de evitar uma escassez de recursos antes do feriado do ano-novo chinês, que será na segunda semana de fevereiro.

A tendência de fraqueza do petróleo, por sua vez, voltou a pressionar os negócios na China e em outras partes da Ásia. Depois de avançar com força no final da semana passada, o petróleo caiu mais de 5% na sessão de ontem e amplia perdas nesta manhã. Em Xangai, Sinopec e PetroChina caíram mais de 8% e 4,5%, respectivamente.

Na bolsa de Hong Kong, o Hang Seng terminou o pregão em baixa de 2,48%, a 18.860,80 pontos, com o setor de energia em queda de 5,8%. Em Seul, o Kospi recuou 1,15%, a 1.871,69 pontos, após números do PIB que mostraram desaceleração da economia sul-coreana no último trimestre do ano passado, mas vieram praticamente em linha com as expectativas. No mercado taiwanês, o Taiex cedeu 0,83%, a 7.828,67 pontos, enquanto em Manila, o índice filipino PSEi caiu 1,9%, a 6.311,60 pontos.

O clima na Ásia também é de cautela antes da reunião de política monetária do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), que começa mais tarde e será concluída amanhã. Embora não haja expectativa de que o Fed volte a elevar os juros básicos, como fez no mês passado, seu comunicado vai ser acompanhado de perto pelo investidores, que querem saber como o BC norte-americano vai se posicionar diante da recente turbulência nos mercados financeiros globais e de sinais de desaceleração da economia mundial.

Na Oceania, a bolsa australiana não operou hoje, devido a um feriado local. 

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