Sérgio Castro/Estadão
Sérgio Castro/Estadão

Bolsa cai pela 7ª vez e tem menor nível desde abril de 2009

Temores sobre a desaceleração da China e da economia global levaram a Bovespa a uma queda de 1,95%; em sete pregões, a perda acumulada é de 9,46%

Claudia Violante , O Estado de S. Paulo

28 Setembro 2015 | 17h59

A Bovespa completou nesta segunda-feira, 28, seu sétimo pregão consecutivo de baixa, voltando ao nível em que era negociada em abril de 2009. Um dado fraco da China, temores sobre o avanço da economia global e questões domésticas levaram o Ibovespa a perder o patamar de 44 mil pontos. 

O Ibovespa terminou o dia em baixa de 1,95%, aos 43.956,62 pontos, menor nível desde 7 de abril de 2009 (43.824,53 pontos). Na mínima, marcou 43.767 pontos (-2,38%) e, na máxima, 44.832 pontos (estável). No mês, acumula perda de 5,72% e, no ano, recuo de 12,10%. Nestes sete pregões no vermelho, caiu 9,46%. O giro financeiro totalizou hoje R$ 5,420 bilhões. 

As ordens de venda tiveram como estopim o resultado do lucro das maiores indústrias da China, que caiu 8,8% em agosto ante agosto de 2014, maior queda da série histórica. A bolsas ao redor do globo titubearam com esse dado, reforçado ainda por declarações da diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional (FMI), Christine Lagarde. Em entrevista ao jornal francês Les Echos, ela afirmou que a instituição pode revisar a projeção de crescimento mundial para este e para o próximo ano, por causa da desaceleração dos países emergentes.

Na Europa, as bolsas foram penalizadas principalmente pelas mineradoras, ainda prejudicadas por um relatório do banco Investec alertando que, se seguir baixo, o preço das principais commodities pode acabar com quase todo o valor patrimonial da Glencore e da Anglo American. 

Vale foi a principal prejudicada internamente e caiu 7,47% na ON e 7,37% na PNA. No setor siderúrgico, CSN ON -1,25%, apesar do anúncio de reajuste de preços. Usiminas fechou em +0,29%, Gerdau PN caiu 3,76% e Metalúrgica Gerdau PN cedeu 4,22%. 

Petrobrás foi outro papel que sentiu os temores não só a respeito do crescimento da economia da China como também o global, refletidos no preço do petróleo. A commodity recuou 2,78%, para US$ 44,43, no contrato para novembro negociado na Nymex. A ação ON perdeu 5,07% e a PN -5,57%.

Nos EUA, o Dow Jones terminou em baixa de 1,92%, aos 16.001,89 pontos, o S&P caiu 2,57%, aos 1.881,77 pontos, e o Nasdaq terminou com retração de 3,04%, aos 4.543,97 pontos. 

Nesta semana, estão previstas a votação dos vetos da presidente Dilma Rousseff a medidas que criam gastos bilionários e a retomada do julgamento, pelo TSE, das contas da campanha da presidente. 

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