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Bovespa renova máxima com apostas de melhora de Marina em pesquisa eleitoral

PAULA AREND LAIER - REUTERS

02 Setembro 2014 | 18h 19

O Ibovespa encerrou em alta de 1,23%, a 61.895 pontos, renovando máxima de fechamento desde 23 janeiro de 2013

Rafael Matsunaga/Wikimedia Commons
No melhor momento do dia, o índice voltou a superar os 62 mil pontos, a 62.231 pontos

O principal índice da Bovespa renovou máxima de fechamento desde janeiro de 2013 nesta terça-feira, em meio a especulações de que pesquisas eleitorais irão mostrar melhora do desempenho da candidata do PSB, Marina Silva, frente à presidente Dilma Rousseff na corrida presidencial.

Novas pesquisas de intenção de voto do Ibope e do Datafolha estão previstas para serem divulgadas a partir de quarta-feira, conforme informações do Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O Ibovespa encerrou em alta de 1,23 por cento, a 61.895 pontos, renovando máxima de fechamento desde 23 janeiro de 2013, quando fechou em 61.966 pontos. No melhor momento do dia, o índice voltou a superar os 62 mil pontos, a 62.231 pontos. O volume financeiro somou 9,16 bilhões de reais.

O índice chegou a recuar na primeira etapa da sessão, mas firmou-se no azul à tarde, quando alcançou a máxima do dia, com apostas de que as pesquisas mostrem Marina abrindo vantagem em relação à candidata do PT no primeiro turno.

"A impressão é de que está virando consenso que Marina pode levar essa eleição e muitos agentes que, ou estavam fora ou posicionados para uma vitória do atual governo, estão se movimentando", disse o gestor de uma administradora de recursos no Rio de Janeiro, que preferiu não ser identificado.

As ações da Petrobras, que chegaram a cair quase 2 por cento pela manhã, fecharam no azul. Papéis de bancos como Itaú Unibanco e Bradesco também abandonaram a fraqueza inicial e deram suporte à reação.

Ainda no setor financeiro, Banco do Brasil avançou fortemente. Além da influência decorrente da dinâmica eleitoral, a ação teve a recomendação elevada pelo Credit Suisse para "outperform" (acima da média do mercado).

O setor siderúrgico foi destaque de alta, mas o BTG Pactual disse, em nota a clientes, não ter visto nada específico das companhias ou algo no cenário macroeconômico para o desempenho. Para os analistas do banco, o setor ainda é uma operação arriscada e "pagar adiantado pelo tema infraestrutura já se provou doloroso no passado".

Papéis da Vale que vêm sofrendo com a fraqueza do minério de ferro ameaçaram reagir, mas terminaram no vermelho.

A mineradora brasileira e a canadense Glencore romperam as negociações sobre uma junção de seus ativos de níquel no Canadá, em um negócio que poderia ter gerado mais de 1 bilhão de dólares em economia por ano, disseram à Reuters fontes próximas do assunto.

Ainda chamou atenção o avanço de Klabin e Suzano, em meio a informações sobre plano de aumento de preços por ambas. Em agosto, a Klabin confirmou à Reuters aumento de 6,8 por cento nos preços de produtos kraftliner para o mercado interno a partir de setembro.

A Bovespa tem se benificiado da entra de estrangeiros. Dados da BM&FBovespa mostram que o saldo líquido de estrangeiros na Bovespa ficou positivo em 1,9 bilhão de reais em agosto, acumulando no ano 17,6 bilhões de reais.