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Bovespa tem melhor agosto em 11 anos, com alta de quase 10%

Paula Arend Laier - Reuters

29 Agosto 2014 | 17h 53

Ganhos do mês foram amparados na forte participação de estrangeiros e no cenário mais difícil para a reeleição de Dilma; ações das estatais foram destaque e Petrobrás subiu mais de 20%

O principal índice da Bovespa atingiu a maior pontuação em 19 meses no fechamento desta sexta-feira, acumulando em agosto a maior alta mensal desde janeiro de 2012 e o melhor desempenho para o mês desde 2003.

Os ganhos ao longo do mês foram amparados na forte participação de estrangeiros na Bovespa e na consolidação de um cenário mais difícil para a reeleição da presidente Dilma Rousseff (PT).

O Ibovespa encerrou o último pregão de agosto em alta de 1,65%, aos 61.288 pontos, maior pontuação desde 23 de janeiro de 2013. O volume financeiro somou R$ 10,9 bilhões.

Na semana, o índice acumulou ganho de 4,93%, maior alta semanal desde a última semana de março; enquanto em agosto índice valorizou-se 9,78%.

O mês foi marcado pelo trágico acidente aéreo que matou no dia 13 o então candidato do PSB à Presidência, Eduardo Campos, resultando em uma reviravolta no cenário eleitoral. A vice Marina Silva assumiu a candidatura e passou a liderar as pesquisas nas simulações de segundo turno.

Até o dia 13, o Ibovespa acumulava no mês queda de 0,44%. Do dia 13 até o final do mês, o índice contabilizou uma valorização de 10,27%. E os papéis das empresas estatais se destacaram na alta do índice.

As ações preferenciais da Petrobrás encerraram o mês com avanço acumulado de 22,25%, enquanto as ordinárias subiram 23,07%. O Banco do Brasil subiu 26,55%, enquanto a Eletrobras PN avançou 13,41% e ON ganhou 30,4%. O peso total dos papéis dessas estatais no índice é de 15%.

"Nos últimos 30 dias, o que era uma chance de 50%/50% para o resultado da eleição se tornou provavelmente algo como 90% de chance de Dilma perder. O mercado está feliz de que um acionista que não se importa com os lucros será substituído", disse o sócio da Leblon Equities Marcelo Mesquita.

"Mais importante também é que a taxa de juro de longo prazo caiu abaixo da taxa de juros de curto prazo, o que não era o caso no Brasil por um longo tempo no governo de Dilma Rousseff, apontando para a confiança a longo prazo em mudanças que devem ser excelentes para os lucros das empresas", acrescentou.

Nesta sexta-feira, às 16h30, o contrato de DI para janeiro de 2021 projetava 11,13% ao ano, enquanto o vencimento de janeiro de 2016 indicava 11,22%.

Mesquita vê as expectativas relacionadas às eleições "continuando a ditar 100% da performance dos mercados até a sua conclusão, definição de detalhes dos times..."

Márcio Fernandes/Estadão
O mês foi marcado pelo trágico acidente aéreo que matou no dia 13 o então candidato do PSB à Presidência Eduardo Campos, resultando em uma reviravolta no cenário eleitoral

 

Sexta-feira. A dinâmica eleitoral também guiou a Bolsa no último pregão do mês. Números do IBGE mostrando recessão técnica da economia brasileira acabaram tendo efeito positivo pelo eventual impacto na intenção de voto, com agentes avaliando que reforçam o quadro mais difícil de reeleição de Dilma Rousseff (PT).

À tarde, as atenções voltaram-se para o programa de governo do PSB, que prometeu menor presença do Estado na economia, criando condições para elevar a presença do capital privado nos investimentos, assim como assegurou independência institucional ao Banco Central. Ainda esteve no radar pesquisa Datafolha, prevista para ser divulgada nesta sexta-feira à noite.

Petrobrás encerrou o dia em alta, também em meio a comentários sobre a empresa em relatório de bancos, entre eles o BofA Merrill Lynch, que elevou o preço-alvo das ações.

O setor bancário teve peso relevante para o avanço do índice, em meio aos ganhos de Itaú Unibanco, Bradesco e Banco do Brasil.

Cosan também chamou a atenção, registrando a sexta alta consecutiva, após Marina Silva defender na quinta-feira um marco regulatório "claro" para o setor de cana-de-açúcar e dar destaque ao setor em seu programa de governo.

Telefônica Brasil liderou os ganhos do Ibovespa. Mais cedo, a espanhola Telefónica disse acreditar que a operação e integração da GVT com seus negócios no Brasil proporcionará sinergias de 4,7 bilhões de euros.

As ações da Vale seguiram debilitadas pela fraqueza dos preços do minério de ferro na China, ainda abaixo de US$ 88 a tonelada. No mês, as preferenciais da mineradora caíram 10,85%.

(Edição de Raquel Stenzel)

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