Clayton de Souza/Estadão
Clayton de Souza/Estadão

Novo presidente do Bradesco substituirá Luiz Trabuco dia 12 de março

Octavio De Lazari Junior, atual vice-presidente do banco e presidente da Bradesco Seguros, ocupará o novo cargo de CEO; Bradesco é o segundo maior banco do País, com R$ 1,3 trilhão em ativos

Broadcast

05 Fevereiro 2018 | 09h48

O Bradesco anunciou a escolha de Octavio De Lazari Junior, vice-presidente do banco e presidente da Bradesco Seguros, para substituir Luiz Carlos Trabuco Cappi no comando da instituição. "A indicação do sr. Octavio está respaldada por um processo formal de sucessão e nomeação e devidamente avalizada pelo Comitê de Sucessão e Nomeação da Organização. Seus méritos pessoais são reconhecidos entre seus companheiros e merecerá deles toda distinção, mantendo-se a linha de continuidade e renovação, o que será fundamental para assegurar a posição de destaque que o Banco detém nos cenários financeiros nacional e internacional", destaca o banco, em fato relevante.

Trabuco cumprirá o seu atual mandato de Presidente da Diretoria Executiva até a primeira Reunião do Conselho a ser realizada após a próxima Assembleia Geral Ordinária prevista para o dia 12 de março.

Na semana passada, em conversa com a imprensa, Trabuco afirmou que o processo de seu sucessor tinha um calendário e se concluiria no mês que vem, com a AGO. Não quis, contudo, dar mais detalhes sobre o assunto. "Temos calendário antes da assembleia para propor a chapa do conselho", resumiu ele, na ocasião.

A expectativa, conforme antecipou a Coluna do Broadcast no dia 16 de janeiro, era de que o nome do próximo presidente do Bradesco fosse divulgado antes do carnaval. Durante entrevistas, em Davos, Trabuco confirmou a data e mencionou 10 de fevereiro como prazo limite.

Lazari vai comandar o segundo maior banco privado do País, com cerca de R$ 1,3 trilhão em ativos e uma carteira de crédito de quase R$ 493 bilhões ao final de dezembro último. Ele assume a presidência do banco passada a pior crise que o sistema financeiro brasileiro enfrentou em meio à deterioração da qualidade de ativos e em um momento que o Bradesco ainda captura sinergias de custos e, principalmente, de ganhos com o HSBC, maior aquisição na história da instituição.

Ao ser escolhido como sucessor de Trabuco, o executivo desbancou outros vice-presidentes que estavam no páreo: Maurício Minas, responsável pela área de tecnologia; Alexandre Glüher, responsável pela área de Relações com Investidores; Josué Pancini, que comanda a rede de agências; e Marcelo Noronha, de cartões e banco de investimentos.

Novo presidente. A saída de Trabuco do comando do Bradesco foi postergada com a ampliação da idade limite para exercício do cargo de diretor presidente, que passou de menos de 65 para menos de 67 anos, em setembro de 2016. Teria pesado, na época, além da integração do HSBC, a morte trágica do principal candidato a sucessor do executivo, Marco Antonio Rossi, na época vice-presidente do banco e presidente da Bradesco Seguros, em um acidente de avião. No entanto, a escolha do substituto de Trabuco foi antecipada com a renúncia de Brandão do Conselho do banco, em outubro último, uma vez que o executivo poderia permanecer na presidência da instituição até 2019.

Conselho. O Bradesco informou ainda que serão submetidos, para deliberação dos acionistas na próxima AGO os nomes de Domingos Figueiredo de Abreu, Alexandre da Silva Glüher, Josué Augusto Pancini e Maurício Machado de Minas, atuais Diretores Executivos Vice-Presidentes, para compor o Conselho de Administração do Banco.

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