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BC aprova compra do HSBC pelo Bradesco

- Atualizado: 05 Janeiro 2016 | 19h 20

Banco foi autorizado por órgão regulador a adquirir ativos do concorrente estrangeiro; negócio ainda aguarda a aprovação do Cade

O Banco Central aprovou nesta terça-feira, 5, a aquisição de 100% do capital social do HSBC Brasil e do HSBC Serviços e Participações pelo Bradesco, conforme adiantou o Broadcast, serviço de informações da Agência Estado. Falta, agora, o aval do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade).

O Bradesco anunciou a aquisição do HSBC em agosto do ano passado por US$ 5,2 bilhões. Sua proposta superou a do espanhol Santander que chegou ao final da disputa pelo ativo. Ao longo das negociações, o Itaú Unibanco também olhou os números do banco e chegou a fazer uma proposta não-vinculante, mas não seguiu adiante.

Bradesco comprou a operação brasileira do HSBC num negócio que envolveu US$ 5 bilhões (cerca de R$ 19 bilhões)

Bradesco comprou a operação brasileira do HSBC num negócio que envolveu US$ 5 bilhões (cerca de R$ 19 bilhões)

Para que a operação seja concluída, cabe às instituições executarem os atos previstos na legislação. O BC informou que a aprovação também compreende a assinatura de um Acordo em Controle de Concentração (ACC), que prevê o compartilhamento com os clientes de sinergias obtidas pela instituição compradora (Bradesco). O ACC inclui manutenção de valor de tarifas e de agências e também a melhora no atendimento de clientes. Esse acordo será fechado entre o BC e o Bradesco "nos próximos dias" e levará em conta as condições já acordadas entre as partes. Um extrato desse acordo será divulgado "oportunamente", informou o órgão regulador.

O BC também aprovou a transformação da HSBC Leasing em banco de investimento, conforme divulgação feita no Diário Oficial da União desta terça-feira, 5. Essa empresa do HSBC não foi adquirida pelo Bradesco e o grupo HSBC Internacional continuará operando no Brasil com foco em atacado.

Retrospectiva 2015: 8 negócios bilionários que mexeram com o mercado
Mark Blinch/Reuters
Pfizer e Allergan

Em acordo de investimento estimado em US$ 155 bilhões (cerca de R$ 580 bilhões), as fabricantes do Viagra e do Botox anunciaram, em novembro, a fusão que criará a maior farmacêutica do mundo em vendas. Para ajudar a garantir impostos mais baixos, o acordo será estruturado tecnicamente como uma fusão reversa, com a Allergan, sediada em Dublin e que é menor, comprando a Pfizer, sediada em Nova York. A nova companhia terá o nome de Pfizer PLC. Leia mais

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