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Brasil cria empregos depois de 22 meses de retração do mercado de trabalho

Foram geradas 35.612 vagas formais em fevereiro, segundo o Caged, melhor desempenho para o mês desde 2009

Fernando Nakagawa, André Ítalo Rocha, Anne Warth, O Estado de S.Paulo

16 Março 2017 | 16h35

BRASÍLIA - O Brasil criou 35.612 empregos com carteira assinada em fevereiro, interrompendo 22 meses consecutivos de perdas de vagas, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). O resultado ficou bem acima do projetado pelos analistas e representa o melhor dado para fevereiro desde 2009. No acumulado do ano, contudo, o País ainda tem recuo de 5.475 postos de trabalho. 

Em meio às citações de membros do governo na Operação Lava Jato, o Planalto correu para divulgar a retomada da criação de empregos formais em fevereiro. Em uma cerimônia inédita, a boa notícia foi anunciada pelo próprio presidente Michel Temer e pelo ministro do Trabalho, Ronaldo Nogueira.

O coordenador-geral de Estatísticas do Ministério do Trabalho, Mário Magalhães, negou que a divulgação dos dados do Caged tenha sido antecipada. Segundo ele, a meta é informar os dados entre os dias 18 e 22 de cada mês. Ainda de acordo com ele, houve atraso para processar os dados de janeiro, divulgados há menos de duas semanas, no dia 3 de março. "O País merece essa divulgação", disse.

"Vocês sabem que a economia brasileira volta a crescer e os sinais desse fato são cada dia mais claros. Em fevereiro, por exemplo, o número de empregos formais de 35.612 vagas", disse Temer. Para Temer, o número representa "o começo depois de 22 meses negativos". O presidente destacou que a reação do mercado de trabalho dá possibilidade de vida digna aos mais de 35 mil brasileiros que retornaram ao mercado de trabalho formal. 

Cinco dos oito setores econômicos geraram empregos no mês passado. Entre os segmentos, o setor de serviços foi o que mais gerou empregos, com saldo positivo de 50.613 vagas. A administração pública teve saldo positivo de 8.280 vagas. De acordo com Magalhães, nesses dois setores o resultado pode ser atribuído a contratações na área de ensino.

A agropecuária também contratou mais do que demitiu em fevereiro, com saldo positivo de 6.201 vagas. A indústria de transformação gerou 3.949 postos de trabalho, segundo mês consecutivo de saldo positivo. O setor de serviços industriais de utilidade pública (SIUP) registrou saldo positivo de 1.108 vagas.

O comércio foi o setor que mais fechou vagas, com 21.194 demissões. A construção civil registrou saldo negativo de 12.857 vagas. E setor de extração mineral registrou saldo negativo de 488 vagas.

São Paulo foi o Estado que teve o maior saldo de empregos em fevereiro (25.412), seguido de Santa Catarina (14.858), Rio Grande do Sul (10.602), Minas Gerais (9.025) e Goiás (6.849).

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