Brasil despenca no ranking de competitividade

Feito pelo instituto IMD, resultado mostra ainda que o País está entre 'maiores perdedores' e precisa superar importantes gargalos para crescer

JAMIL CHADE, CORRESPONDENTE / GENEBRA , O Estado de S.Paulo

30 Maio 2013 | 02h03

Com a economia mais fechada entre os principais mercados do mundo, com uma infraestrutura defasada e com um dos três governos mais ineficientes, o Brasil despenca no ranking mundial de competitividade durante os anos da presidente Dilma Rousseff. O País ainda faz parte dos "maiores perdedores" em termos de competitividade dos últimos 15 anos. Para os especialistas, não há como a economia crescer e empresas se internacionalizarem se importantes gargalos permanecerem.

Os dados são do instituto IMD, uma das principais escolas de negócios no mundo e com sede na Suíça. Hoje, a entidade divulga seu ranking anual de competitividade.

Entre 2010 e 2013, o Brasil caiu da 38.ª posição no ranking para o 51.º posto, entre 60 países avaliados. Em apenas um ano, a queda foi de cinco posições diante de países asiáticos que ganham terreno e deixam o Brasil em uma situação incômoda. Entre os Brics, só a África do Sul está em uma situação pior que a do Brasil.

Peru, Colômbia ou Ucrânia são, hoje, economias mais competitivas que o Brasil. No continente americano, o Brasil é apenas a sétima economia mais competitiva. O ranking é liderado pelos EUA, Suíça, Hong Kong e Suécia.

O instituto também aponta que o Brasil foi um dos países que mais perdeu espaço desde 1997. Os economistas do IMD estimam que não se pode comparar a classificação dos últimos 15 anos, já que o informe era preparado com menos países. Naquele momento, o Brasil era o 34.º. Mas, ainda assim, classificam o Brasil como um dos "maiores perdedores" desse período.

"A América Latina tem sido decepcionante, com grandes economias como Chile, Brasil, Argentina e Venezuela perdendo terreno e sendo desafiadas pela competitividade emergente da Ásia", alertou o IMD.

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