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Economia

Opep

Brasil é principal risco para demanda por combustíveis na América Latina

Opep destaca, em relatório, a queda de mais de 5% no consumo de combustíveis no País entre novembro de 2015 e o mesmo mês de 2014

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Fernando Nakagawa, correspondente,
Agência Estado

18 Janeiro 2016 | 11h26

LONDRES - A demanda por combustíveis no Brasil caiu mais de 5% em novembro de 2015 na comparação com igual período do ano anterior. O mau desempenho recebeu destaque no relatório mensal da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). A entidade nota que, em termos de demanda, o Brasil parece como principal risco para a América Latina em 2016.

Dados divulgados pela Opep mostram que o Brasil consumiu o equivalente a uma média diária de 2,3 milhões de barris de petróleo em novembro de 2015. O volume representa queda de 5,1% na comparação com igual mês de 2014 ou 126 mil barris a menos. "O fraco desempenho continua amplamente influenciado pelo quadro geral de desaceleração econômica no País", diz a entidade.

Por segmento, a demanda por gasolina caiu 8,2%, o consumo de diesel recuou 7,2% e houve retração de 2,8% em gás e de 5,9% em querosene de aviação. O único segmento com aumento no consumo foi o de etanol, cuja demanda foi ampliada em 20,7% entre os meses de novembro de 2014 e 2015. O aumento foi gerado pelo preço baixo do combustível, o que incentiva o consumo, diz a Opep.

Para 2016, o consumo no Brasil é apontado pela Organização como principal risco para a demanda na América Latina. "Olhando para frente, os riscos estão atualmente enviesados pela perspectiva negativa da economia do Brasil, o maior consumidor na região", diz a entidade. 

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