1. Usuário
E&N
Assine o Estadão
assine
  • Comentar
  • A+ A-
  • Imprimir
  • E-mail

Brasil é principal risco para demanda por combustíveis na América Latina

- Atualizado: 18 Janeiro 2016 | 11h 36

Opep destaca, em relatório, a queda de mais de 5% no consumo de combustíveis no País entre novembro de 2015 e o mesmo mês de 2014

LONDRES - A demanda por combustíveis no Brasil caiu mais de 5% em novembro de 2015 na comparação com igual período do ano anterior. O mau desempenho recebeu destaque no relatório mensal da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep). A entidade nota que, em termos de demanda, o Brasil parece como principal risco para a América Latina em 2016.

Dados divulgados pela Opep mostram que o Brasil consumiu o equivalente a uma média diária de 2,3 milhões de barris de petróleo em novembro de 2015. O volume representa queda de 5,1% na comparação com igual mês de 2014 ou 126 mil barris a menos. "O fraco desempenho continua amplamente influenciado pelo quadro geral de desaceleração econômica no País", diz a entidade.

Demanda por gasolina caiu 8,2% em um ano no Brasil, destaca Opep 

Demanda por gasolina caiu 8,2% em um ano no Brasil, destaca Opep 

Por segmento, a demanda por gasolina caiu 8,2%, o consumo de diesel recuou 7,2% e houve retração de 2,8% em gás e de 5,9% em querosene de aviação. O único segmento com aumento no consumo foi o de etanol, cuja demanda foi ampliada em 20,7% entre os meses de novembro de 2014 e 2015. O aumento foi gerado pelo preço baixo do combustível, o que incentiva o consumo, diz a Opep.

Para 2016, o consumo no Brasil é apontado pela Organização como principal risco para a demanda na América Latina. "Olhando para frente, os riscos estão atualmente enviesados pela perspectiva negativa da economia do Brasil, o maior consumidor na região", diz a entidade. 

Comentários

Aviso: Os comentários são de responsabilidade de seus autores e não representam a opinião do Estadão.
É vetada a inserção de comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros. O Estadão poderá retirar, sem prévia notificação, comentários postados que não respeitem os criterios impostos neste aviso ou que estejam fora do tema proposto.

Você pode digitar 600 caracteres.

Mais em EconomiaX