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Brasil recebe US$ 4,1 bilhões em agosto, maior entrada de dólares desde abril

Taxa de juros elevada do País serve como incentivo para investidores em busca de rentabilidade maior; no ano, fluxo cambial está positivo em US$ 11,6 bilhões

Célia Froufe , O Estado de S. Paulo

09 Setembro 2015 | 13h16

BRASÍLIA - Após três meses consecutivos de resultados negativos, o fluxo cambial ficou no azul em agosto. O saldo do mês passado ficou em US$ 4,111 bilhões, segundo dados divulgados nesta quarta-feira, 9, pelo Banco Central. A reversão se dá em um momento de alta do dólar e da estabilidade da taxa básica de juros num patamar elevado, de 14,25% ao ano, o que pode atrair investidores em busca de lucros maiores. No ano, o fluxo cambial está positivo em US$ 11,619 bilhões.

O resultado de agosto é o maior desde abril passado, quando foi vista uma entrada líquida de US$ 13,107 bilhões - a maior para um mês desde julho de 2011 (US$ 15,825 bilhões). A partir dessa data, o Banco Central registrou apenas fluxos mensais negativos: US$ 2,077 bilhões em maio, US$ 4,694 bilhões em junho e US$ 3,935 bilhões em julho.  

A entrada de dólares pelo canal financeiro foi de US$ 2,122 bilhões em agosto, resultado de ingressos no valor de US$ 39,798 bilhões e de envios no total de US$ 37,676 bilhões. Ao longo de todo o ano passado, a área financeira foi a principal porta de saída de recursos do País, somando US$ 13,4 bilhões. Este segmento reúne os investimentos estrangeiros diretos e em carteira, remessas de lucro e pagamento de juros, entre outras operações.

Já no comércio exterior, o saldo ficou positivo em US$ 1,989 bilhão no mês passado, com importações de US$ 11,504 bilhões e exportações de US$ 13,494 bilhões. Nas exportações, estão incluídos US$ 2,289 bilhões em Adiantamento de Contrato de Câmbio (ACC), US$ 2,882 bilhões em Pagamento Antecipado (PA) e US$ 8,323 bilhões em outras entradas.

A redução das importações, por conta do ritmo fraco da economia, continua a ajudar no saldo da balança comercial. O dólar, que acumula valorização de mais de 40% em 2015, também contribui, embora a queda do preço das commodities acabe pesando contra. Em agosto, a balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 2,689 bilhões, resultado de exportações de US$ 15,485 bilhões e importações de US$ 12,796 bilhões. 

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