Brasil será 3º mercado de aviação até 2017

Dados de associação do setor, a Iata, mostram que demanda por viagens no País crescerá acima da média global

Jamil Chade, correspondente, O Estado de S.Paulo

11 Dezembro 2013 | 02h09

GENEBRA - O Brasil será o terceiro maior mercado aéreo do mundo até 2017, superado apenas por EUA e China, graças a uma expansão de 35,5% no número de passageiros domésticos. Os dados foram apresentados ontem pela Associação Internacional de Transporte Aéreo (Iata), entidade que reúne as 280 maiores empresas do setor no mundo.

A previsão é de que o número de passageiros sofrerá uma expansão de 31%, passando de 2,9 bilhões, em 2012, para mais de 3,9 bilhões. O aumento de quase 1 bilhão de passageiros virá principalmente dos mercados emergentes.

As previsões sobre o Brasil revelam que a expansão dos últimos anos não perderá força. "O Brasil se estabelecerá de forma sólida como o terceiro maior mercado doméstico, depois de EUA e China, com 122,4 milhões de passageiros em 2017", indicou a Iata. Isso representa um aumento de 32 milhões de passageiros em comparação aos números de 2012, quando o País somou 90 milhões.

O crescimento anual será de 6,3%, acima da média mundial. A expansão ainda será a sexta maior do mundo. Na lista dos dez mercados domésticos mais dinâmicos, cinco estão na América Latina: Peru, Colômbia, México, Equador e Brasil.  

Força chinesa. Mas no centro da expansão estará a China, que somará 487 milhões de passageiros. Rotas internacionais ligando cidades chinesas e linhas internas no país serão responsáveis por 30% do crescimento. Do total de 1 bilhão de novos passageiros ao redor do mundo, 227 milhões serão chineses. De uma forma geral, a Ásia verá 300 milhões de novos passageiros até 2017.

Apesar da explosão no uso do avião na China, o mercado americano ainda continuará a ser o maior do mundo em 2017. Mas terá uma das menores expansões e adicionará 70 milhões de novos passageiros em quatro anos. Os EUA somarão 677 milhões de passageiros domésticos em quatro anos.

"Não é surpresa que as regiões como Ásia ou Oriente Médio estão gerando as maiores taxas de crescimento", declarou Tony Tyler, diretor da Iata. "Governos nessas regiões estão reconhecendo o que a aviação pode garantir em termos de comércio global e desenvolvimento. Oportunidades similares existem para a Africa e América Latina", declarou.

Mas ele deixa claro que, para obter esses benefícios, os países latino-americanos "precisam deixar de ver a aviação como uma vaca leiteira, mas sim como um cavalo que ajude a levar a economia adiante", disse. O recado é claro: não sobretaxar o setor.

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