Felipe Rau/Estadão
Felipe Rau/Estadão

Brasil volta a ‘ganhar’ bilionários

Total de brasileiros com fortuna acima de US$ 1 bilhão subiu de 31 para 43, diz ‘Forbes’; Jorge Paulo Lemann continua à frente da lista

Agências internacionais

20 Março 2017 | 21h57

A lista de brasileiros bilionários – com fortuna estimada em US$ 1 bilhão ou mais – engordou em 2017, de acordo com o tradicional ranking divulgado pela revista americana Forbes. Com a ajuda da valorização do real frente ao dólar, o total de brasileiros considerados bilionários saltou de 31 para 43. A lista, porém, ainda é menor do que a de 2015, quando 54 brasileiros figuravam no ranking.

O número global de bilionários também aumentou: ao todo, 233 pessoas entraram para a elite mundial, que atingiu um total de 2.043 membros. Trata-se do maior número de indivíduos com fortuna superior a US$ 1 bilhão nos 31 anos em que a Forbes elabora a lista.

A primeira posição da lista brasileira, no entanto, não mudou. O brasileiro mais rico continuou sendo Jorge Paulo Lemann – um dos sócios do fundo 3G, sócio de gigantes globais como AB InBev, Burger King e Kraft Heinz. Além de estar no topo do ranking brasileiro, o empresário de 77 anos aparece na 22.ª posição dos mais ricos do mundo, com bens estimados em US$ 29,2 bilhões. Apesar de sua fortuna ter crescido, Lemann perdeu três colocações no ranking mundial.

A segunda posição entre os brasileiros também continuou a mesma: o banqueiro Joseph Safra, que viu sua fortuna atingir US$ 20,5 bilhões, chegou ao 37º lugar na lista geral. Safra ficou na terceira posição mundial entre os bilionários do setor de finanças e investimentos e foi o líder global entre os donos de bancos.

Ainda entre os brasileiros, em terceiro lugar veio Marcel Telles, sócio de Lemann no 3G, com US$ 14,8 bilhões, o suficiente para a posição 73 (cinco abaixo do resultado do ano passado). Os outros ocupantes do “top 5” no País também seguiram os mesmos: Carlos Sicupira, também do 3G, e Eduardo Saverin, brasileiro que ajudou a fundar o Facebook.

Entre os que apareceram na lista de 2017 depois de ficarem ausentes no ano passado estão Nevaldo Rocha (fundador do Grupo Guararapes, dono da Lojas Riachuelo), Jayme Garfinkel (sócio da seguradora Porto Seguro) e Rubens Ometto Silveira Mello (dono da Cosan).

Dentro da lista de dez mais ricos do Brasil, uma das mudanças foi a ausência do empresário Abilio Diniz, ex-dono do Grupo Pão de Açúcar e hoje sócio da BRF e do Carrefour, que ficou no 11.º lugar, com fortuna estimada em US$ 3,3 bilhões.

Lista global. À frente do ranking mundial, nada de novo: o fundador da Microsoft, Bill Gates, continua na dianteira, com US$ 86 bilhões acumulados. Ele é seguido por Warren Buffett, investidor da Berkshire Hathaway, com US$ 75,6 milhões, e, um pouco mais atrás, por Jeff Bezos, o todo-poderoso da Amazon, com US$ 72,8 bilhões. Na sequência vieram Amancio Ortega (Zara) e Mark Zuckerberg (Facebook), com US$ 71,3 bilhões e US$ 56 bilhões, respectivamente.

Entre os cinco maiores bilionários do mundo, a principal mudança foi a saída do magnata mexicano Carlos Slim, depois de anos na briga pelas primeiras posições. A difícil situação da economia mexicana, aliada ao desempenho aquém do esperado de alguns de seus negócios, fez Slim ficar na sexta posição, com fortuna de US$ 54,5 bilhões. Em 2016, ele havia aparecido em quarto lugar; em 2015, havia chegado à vice-liderança, atrás apenas de Bill Gates, com estimados US$ 77,5 bilhões. Entre 2010 e 2013, ele chegou a ultrapassar o fundador da Microsoft e foi “coroado” o homem mais rico do mundo.

Outro “perdedor” da lista foi o presidente americano, Donald Trump. De acordo com a revista Forbes, sua atual fortuna alcança US$ 3,5 bilhões, queda de US$ 1 bilhão em relação ao ano anterior. Com a mudança, Trump passou da posição 323 para a 544 na lista global. 

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