Brasileiro é eleito para presidir órgão máximo de qualidade de alimentos

Codex, agora presidido por Guilherme Antonio da Costa Jr, foi criado pela FAO e pela OMS nos anos 60 é a referência internacional na proteção da saúde do consumidor

Jamil Chade, correspondente, O Estado de S.Paulo

18 Julho 2017 | 15h50

GENEBRA – Em meio ao escândalo da Operação Carne Fraca e das revelações da JBS de que a empresa pagou um “mensalinho” para cerca de 200 fiscais do Ministério da Agricultura, o governo de Michel Temer conseguiu eleger à presidência da Comissão do Codex Alimentarius (CAC)  o fiscal federal agropecuário e médico veterinário Guilherme Antonio da Costa Jr.

O órgão criado pela FAO e pela OMS nos anos 60 é a referência internacional na proteção da saúde do consumidor e instância máxima para a determinação de padrões de controle. 

O Codex é ainda responsável por regras de rotulagem de alimentos, aditivos, resíduos de pesticidas e procedimentos de avaliação de alimentos derivados da biotecnologia moderna. 

Além disso, emite orientações para o tratamento de sistemas de inspeção e certificação oficiais na importação e exportação de alimentos.

Com 84 votos dos 149 possíveis, Guilherme Antonio da Casta bateu um representante do Mali na votação que ocorreu nesta terça-feira. Mas sua escolha envolveu uma mobilização importante do governo, que lançou sua candidatura há um ano. Na semana passada, o secretário-executivo do Ministério da Agricultura, Eumar Novalick, se reuniu com uma dezena de governos para pedir o voto ao brasileiro. 

Com a vitória, o Brasil agora controla três das principais entidades que tratam da agricultura no comércio internacional. Além do Codex, a FAO está com José Graziano e a OMC com Roberto Azevedo. 

Guilherme Antonio ocupava nos últimos três anos uma das vice-presidências do Codex e já tinha sido adido agrícola do Brasil na OMC. Dentro do governo, ele foi ainda o coordenador de Negociação na OMC e ocupou a direção do Departamento de Negociações Sanitárias e Fitossanitárias até 2010. 

Por uma década, ele ainda participou das reuniões sobre Medidas Sanitárias e Fitossanitárias na OMC. 

 

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