Brasileiro pagou R$ 134,5 bilhões em spread bancário em 2008

Valor corresponde a a mais que o dobro do orçamento do Ministério da Saúde e 289 milhões de salários mínimos

Carolina Freitas, da Agência Estado,

06 Abril 2009 | 13h31

Os brasileiros pagaram às instituições financeiras R$ 134,5 bilhões em spread bancário em 2008, calcula a Federação do Comércio do Estado de São Paulo (Fecomercio). O valor corresponde, por exemplo, a mais que o dobro do orçamento do Ministério da Saúde e 289 milhões de salários mínimos. O spread compõe o preço do crédito a consumidores e empresas e corresponde à diferença entre o custo do banco para captar dinheiro e a taxa de juros cobrada dos clientes.

 

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A maior parte desses R$ 134,5 bilhões foi paga nos empréstimos de pessoas físicas. No ano, os consumidores pagaram aos bancos R$ 85,4 bilhões e as empresas, R$ 49,1 bilhões. A taxa de risco, ou seja, o temor de inadimplência, corresponde a 37% do spread. O lucro das instituições financeiras, a 27%. Compõem o spread ainda impostos (20%), custos administrativos (13%) e o compulsório (3%), dinheiro dos bancos recolhido obrigatoriamente ao Banco Central.

 

A Fecomercio defende redução de 25% do spread, para elevar o nível de atividade econômica do País. Isso corresponde a deixar de pagar R$ 33,2 bilhões aos bancos e tem reflexos no acesso ao crédito. Mais facilidade de contrair empréstimos estimula o consumo, no caso das pessoas físicas, e o investimento produtivo, para as empresas. A entidade propõe cortes na taxa de risco, em impostos, custos administrativos e lucros.

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