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Venda de Itambé tem aval do Cade, mas briga segue na Justiça

O órgão entendeu que a união das duas empresas não oferece riscos concorrenciais

Camila Turtelli, O Estado de S.Paulo

15 Fevereiro 2018 | 18h35

O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) confirmou nesta quinta-feira, 15, a aprovação da compra da Itambé pelo grupo francês Lactalis, dona da Batavo e da Parmalat no País. Segundo as advogadas Amanda Barelli e Sandra Terepins, da BMA, escritório que defende a Lactalis no caso, não houve questionamento à decisão do Cade originalmente publicada em 30 de janeiro. O órgão entendeu que a união das duas empresas não oferece riscos concorrenciais. Apesar disso, uma briga referente à venda da Itambé continua a ser travada na Justiça.

A Vigor seria a parte potencialmente interessada em entrar com recurso junto ao órgão regulador, uma vez que a empresa contesta a venda da Itambé à Lactalis na Justiça. A Vigor hoje pertence à mexicana Lala, que comprou os ativos da marca do grupo J&F, dos irmãos Batista, no fim do ano passado.

A Itambé, no entanto, não foi incorporada pela francesa e continua sob gestão da cooperativa CPPR, porque a operação é alvo de uma disputa judicial entre a cooperativa e a Vigor. A empresa considerou que a venda aos franceses feriu o acordo de acionistas entre as empresas. A cooperativa nega que isso tenha ocorrido.

++ J&F fecha venda da Vigor para mexicana por R$ 5 bilhões

O imbróglio entre as empresas começou em agosto de 2017, quando a J&F anunciou a venda da Vigor, incluindo os 50% de participação na Itambé, para a Lala. Na época, a CCPR comprou a fatia da Vigor, em 4 de dezembro, ficando então com 100% da Itambé. No dia seguinte, a CCPR anunciou a venda da marca mineira ao grupo francês Lactalis.

No entanto, na sequência, uma ação cancelou a venda das ações da Vigor na Itambé para a CCPR e, consequentemente, suspendeu a negociação com a francesa. No fim de dezembro, a CCPR conseguiu retomar o controle da Itambé, mas o processo ainda corre na Justiça.

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