Casas Bahia eleva valores de financiamento

A quase cinqüentenária Casas Bahia, que já vendeu a prazo eletroeletrônicos e móveis para 10 milhões brasileiros, quer ampliar ainda mais a sua base de clientes. A empresa acaba de dobrar o limite mínimo para vender a prazo para quem não tem como comprovar a renda. Desde terça-feira, esse valor que era de R$ 200 subiu para R$ 400. Com isso, a rede quer fechar este ano com faturamento recorde de R$ 3,5 bilhões e fazer um "Natal para todo mundo", segundo o mote da sua campanha de fim de ano. "Achamos por bem atingir todas as classes de trabalhadores. Isso não vai aumentar a inadimplência", diz o legendário Samuel Klein, de 78 anos, dono das Casas Bahia. Uma das proezas da rede neste ano foi ter agilidade para virar o jogo quando as vendas de eletroeletrônicos caíram 60% por causa do apagão. Rapidamente, a Casas Bahia lançou campanha para parcelar em até nove vezes sem juros os eletrodomésticos em estoque e ampliou a fatia de móveis, que antes respondiam por 15% do faturamento e agora detêm 32% das vendas. O resultado já bateu no caixa da companhia, que irá repetir neste ano, mais difícil do que o anterior, o lucro de R$ 60 milhões. Até agora, as vendas deste mês estão 9% acima das registradas em igual período do ano passado e a perspectiva é fechar dezembro com um crescimento de 15%. Em 2002, a meta é faturar R$ 4 bilhões, prevê Klein.

Agencia Estado,

20 Dezembro 2001 | 11h50

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